A volta para casa foi tranquila, Jeong-ho dormiu durante boa parte do trajeto. Ao chegar em Seul, seu filho o estava esperando. A sensação de voltar para casa e ter alguém feliz por sua chegada era boa. Fazia tempo em que ele não se sentia daquela forma. Sem esperar muito, Dong-min correu em direção ao pai e o abraçou fortemente fazendo muitas perguntas da viagem e dizendo que não foi o fim do mundo ficar com sua tia.
- Minha mãe disse que vai receber alta do hospital semana que vem e depois vai para Busan resolver umas coisas para a gente morar aqui. Ela te contou?
- Contou sim, eu gostei bastante da notícia! É bom ter você aqui, Dong-min... Cadê sua tia?
- Vim com o tio Dae-Jung, ele foi comprar um café.
- E te deixou aqui sozinho? Cadê aquele irresponsável? - Jeong- ho começou a olhar em volta procurando o irmão.
- Jeong-ho. - uma voz disse ao longe- Como foi passear em Tóquio?
- Teria sido bem melhor se eu não tivesse tido a raiva de saber que você deixou o meu filho sozinho num aeroporto cheio de estranhos.
"Meu filho". Essas palavras ecoaram no ar por alguns segundos.
- O Dong-Min não é nenhum bebê, certo? - Ele se aproximou e olhou para o sobrinho. - O que eu te disse?
- O tio Dae-Jung me disse que estaria por perto e que dava para me ver. Qualquer coisa era só eu soprar esse apito. - Ele tirou o cordão com o apito que estava escondido dentro da camisa.
- Está desculpado. - Ele colocou a mão nas costas do filho . - Vamos? Tenho que resolver umas coisas em casa.
[...]
- Resolveu a situação, Jeong-ho? - Seu pai o indagava. - O jantar com os acionistas é em alguns dias.
- Até amanhã estaremos recebendo as confirmações, mas o conglomerado da Caroline Elordi já assinou conosco e ela disse que estará pessoalmente na nossa inauguração.
- Você fez um bom trabalho.
"Aquilo era um elogio?"Jeong-ho pensou.
- Obrigado, pai!
- Estarei retornando às atividades de presidente no jantar com os acionistas, como você sabe, o cargo de vice-presidente está vazio, então pensei no seu nome. Você cuidou bem do grupo quando passamos por problemas, está construindo um shopping e tem boas ideias. Não gostaria de fazer essa proposta por ligação, mas quero saber se você deseja ser o sucessor do Bae Group. Sua mãe disse que preciso preparar você.
- Não esperava que o senhor fosse me oferecer o cargo... - Ele ainda estava sem acreditar- Eu aceito.
- Ótimo!Vou marcar a reunião de nomeação. Te vejo no jantar.
- Certo, nos vemos lá.
Jeong-ho mal podia acreditar no que ouviu. Seu pai oferecera o cargo de vice-presidente para ele. O que estava acontecendo? Será que lá na frente ele pediria algo em troca ou finalmente as coisas estariam voltando a "normalidade"? Sem pensar muito, ele ligou para Eun-Kyung, a fim de contar a novidade.
- Oii, Jeong-ho, eu estou ocupada agora te ligo em duas horas pode ser? Finalmente tive algumas ideias, quero passar elas logo para o papel.
- Tudo bem, presidente Min, só liguei para avisar que a partir de hoje você não deve me chamar de Jeong-ho, e sim de vice-presidente Jeong-ho!
- SÉRIO? VOCÊ AGORA É VICE-PRESIDENTE?
- Uhum. Meu pai disse que vai me preparar para a presidência e que eu tenho boas ideias. Acho que vou fazer o Bae Group tomar um rumo diferente.
- ISSO É FANTÁSTICO, PARABÉNS!!
Eun-Kyung deu uma pausa em seguida prosseguiu.
- Pelo jeito o Bae Group faz as sucessões baseado em qualificação.
- Uau, não sei dizer se foi um elogio ou um insulto.
- Por que seria um insulto? Estou dizendo que seu pai poderia colocar um incompetente na presidência só por ser do sangue. Muitos fazem isso e botam o legado a perder.
- Então, está dizendo que eu sou um filho competente?
- Você sempre foi competente, Jeong-ho... A questão é que seus pais só estão vendo isso agora.
Jeong-ho ficou um pouco sem jeito. "Estão tirando o dia para me elogiar hoje, será que vou morrer?"
- Eun-Kyung, eu te amo!!
-Ei, por que ficou meloso de repente?
- Não posso dizer que te amo?
-Poder pode, só achei seu tom de voz estranho.
- Acho que vou morrer hoje, meu pai me elogiou e você também.
- Quando você fala assim eu pareço uma namorada terrível, mas não tenho tempo para discutir isso agora, porque realmente preciso voltar aqui.
- Só queria te contar isso, pode voltar ao trabalho. Eu ainda tenho uma reunião hoje com a equipe jurídica, então também preciso desligar.
- Fico muito feliz por você, Jeong-ho, tenho certeza que o Bae Group vai crescer ainda mais... Que bom que comprei mais ações. - Ela riu.
- Não sei se fico admirado ou preocupado com a possibilidade de você ter direito a voto na minha empresa.
- Já chama de sua empresa? - Ela brincou- Não se preocupe, porque eu só quero meus dividendos. Preciso ir agora...
- Eu também.
-Amo você, vice-presidente Bae Jeong-ho!
Eun-Kyung desligou a ligação bruscamente. Para ela, aquilo era tudo novo. Ela nunca teve relacionamentos sérios ou duradouros. Os rapazes raramente conseguiam prender sua atenção e, com a correria dos estudos e trabalho, ela não queria dividir seu tempo e energia com eles. "Já basta ter que aturar o Jeong-ho". Pensava. Mal sabia ela que, lá no fundo, o desinteresse por outros rapazes e a indisposição em relacionamentos eram porque já havia uma pessoa nos seus dias por quem ela nutria sentimentos sem perceber.
Às vezes ela se perguntava se estava sendo uma boa namorada, o que era bem difícil estando em outro continente, ocupada com o trabalho e tendo que lidar com o fuso horário. Dong-sun estar na Coreia não ajudava muito. "Eu sinto que ela ainda gosta dele", "Vão ter que conviver mais agora que ela vai se mudar para Seul", "Isso não combina com você, Eun-Kyung", é o que ela repetia para si quando se sentia insegura e entrava no círculo vicioso de pensamentos "ruins". "Preciso voltar ao trabalho e terminar essa coleção". Foi o que ela pensou e fez.
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-✧- Nota da autora -✧-
Oii, Queenies!!
Capítulo de hoje foi bem levinho. Já deu de problemas né? Será?
Jeong-ho foi promovidoooo e próximo capítulo iremos viajar para Londres e talvez para o futuro🙊
Com muito carinho, Queen Mary
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Taj Mahal
Hayran KurguAs pessoas, em sua maioria, acreditam que o passado ficou para trás. Acreditam que certas atitudes não existam mais e que os seres humanos evoluíram em suas relações sociais, mal sabem elas que a história está sempre se repetindo. Joseon pode ser...
