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42. Dive

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Sábado em Silverstone sempre foi diferente. O ar parecia mais denso, carregado de expectativa. Para Lando, era casa. Para a mídia, espetáculo. Para Marjorie, era trabalho em estado máximo de alerta. Ela caminhava pelo paddock com a prancheta em mãos, fones pendurados no pescoço, expressão concentrada. Conferia horários, checava mensagens, respondia a três pessoas ao mesmo tempo.

Profissional. Focada. Impecável. Mas bastava um descuido para o corpo reagir antes da razão.

Charles passou por ela no corredor estreito entre os motorhomes. Não encostou. Não diminuiu o passo. Ainda assim, Marjorie sentiu. 

O perfume dele. A presença. O olhar rápido demais para ser casual.

Ela inspirou fundo e seguiu andando. Foco.

Do outro lado do paddock, Lando andava de um lado para o outro, capacete em mãos, mandíbula tensa. Marjorie se aproximou assim que teve um intervalo.

— Lando — chamou. — Olha pra mim — Ele obedeceu, respirando fundo.

— É só mais uma quali — ela disse, firme. — Você sabe fazer isso. Em casa ou não.

— Eu sei — ele respondeu. — Mas todo mundo espera alguma coisa quando é aqui.

— Você não corre pra eles. Corre pra você — Ele assentiu lentamente.

Mais tarde, no grid, a tensão aumentou. Marjorie se posicionou perto da McLaren, revisando horários e ouvindo instruções no rádio. Charles estava a poucos passos, conversando com o engenheiro, mas parecia distante. O maxilar contraído. Os olhos procurando algo... alguém.

Ela sentiu o olhar dele antes mesmo de virar. Por um segundo, o mundo sumiu.

O barulho da torcida.
As câmeras.
O cronômetro.

Só o desejo latente de atravessar aquele espaço e tocar. Emma, observando de longe, cruzou os braços.

— Eles vão acabar se denunciando — comentou. Sophia riu.

Quando Lando entrou para a volta rápida, Marjorie estava concentrada no cronômetro, mãos firmes, postura profissional. O coração, porém, batia acelerado — não só por Lando, mas por tudo o que estava em jogo.

O grito veio antes da confirmação.

P1!

O rádio estourou de vozes sobrepostas, comemoração sem filtro. Lando mal teve tempo de processar quando o engenheiro repetiu, rindo:

P1 em casa, mate. You did it.

Ele levou as mãos ao capacete, respirando fundo, como se precisasse daquele segundo para acreditar. Silverstone explodia ao redor, a torcida britânica vibrando como um só corpo.

Quando saiu do carro, foi engolido pela equipe. Palmas, abraços, risadas nervosas. Lando ainda parecia em choque.

— Eu consegui — repetia. — Eu consegui.

O grito veio antes da confirmação.

P1!

O rádio estourou de vozes sobrepostas, comemoração sem filtro. Lando mal teve tempo de processar quando o engenheiro repetiu, rindo:

P1 em casa, mate. You did it.

Ele levou as mãos ao capacete, respirando fundo, como se precisasse daquele segundo para acreditar. Silverstone explodia ao redor, a torcida britânica vibrando como um só corpo.

Quando saiu do carro, foi engolido pela equipe.

Palmas, abraços, risadas nervosas. Lando ainda parecia em choque.

The 1, CHARLES LECLERCHistórias para pegar e não largar. Descubra agora