capítulo 48- Baby

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2 semanas depois.

POV. Justin Bieber

Eu conseguia escutar o barulho do relógio a cada segundo que passava. A luz da lua entrava pelo quarto que estava todo apagado e os meus olhos grudados em Kath que dormia em um sono profundo. Meu braço envolvido no seu corpo que pesava uma pena e a sua respiração calma.

Fazia um bom tempo que ela não passava mal ou íamos para o hospital. Graças a cirurgia tudo estava ocorrendo bem: o seu corpo estava respondendo os medicamentos e os efeitos colaterais eram mínimos, pelo menos eu estava por perto pra ajudar a controlar.

Até que Kath deu um salto na cama, sentando na mesma e começando a respirar rápido. Em questão de segundos a sua pele ficou mais branca que o normal e eu notei que ela procurava ar cada vez que puxava a respiração pra dentro. Peguei na sua mão rapidamente, puxando o seu pulso e medindo seus batimentos: acelerado. Algumas gotas de suor começaram a escorrer pela sua testa e no mesmo instante, ela desmaiou.

Senti meu corpo mole ao ver Kath deitada em meus braços desacordada, respirei fundo e passei meu dedo no seu rosto.

- Kath! - Murmurei. - Kath, pelo amor de Deus!

Ela não dava sinal de vida. Peguei novamente seus pulsos e os seus batimentos estavam mais calmos, porém... calmos demais.

Soltei-a rapidamente, saindo da cama em passos rápidos e pegando a primeira calça que via na frente, em seguida uma blusa e vestindo um sapato. Fui até a cama e peguei Kath rapidamente no colo, abrindo a porta do quarto e descendo as escadas.

Stella estava na cozinha e arregalou os olhos ao ver a cena.

- O que...

- Kath desmaiou! - Falei. - Mandy está dormindo, eu vou levar Kath para o hospital, se acontecer alguma coisa você me liga.

Ela assentiu, correndo até a porta e abrindo a mesma pra mim. Assenti como agradecimento, saindo do apartamento e indo em direção ao elevador. O chamei e imediatamente a porta se abriu. Adentrei no mesmo e chamei o térreo, vendo a porta do elevador se fechar e o mesmo descer.

Eu sentia meu coração acelerado ao ver Kath deitada em meus braços sem dar sinal de vida. Eu a mexia a cada instante pra que ela acordasse, mas, ela parecia estar bem longe dali.

A porta do elevador se abriu e o porteiro se assustou ao ver eu carregando Kath.

- Você pode me ajudar? - Perguntei. - Minha... minha mulher desmaiou. - Falei. - Eu preciso leva-la até o carro, estou indo para o hospital.

- Cl... claro senhor! - Ele disse meio perdido.

Em passos rápidos fomos até a garagem, aproximando até o meu carro e eu liguei o alarme. O porteiro abriu a porta do banco do passageiro pra mim e eu coloquei Kath ali, logo, fechei a porta.

- Obrigado! - Falei, andando até a porta do motorista.

- Boa sorte. - Ele disse e eu lhe fitei.

- Obrigado! - Falei, soltando um suspiro pesado.

[...]

Katharine já havia sido atendida nos primeiros socorros enquanto eu estava sentado em uma daquelas malditas cadeiras do corredor. Eu queria poder ajudar, mas, de qualquer forma eu sentia o nervosismo tomar conta de mim.

''- Faremos alguns exames nela.''

Me recordei da voz de um dos médicos me falando assim que colocou Kath na cama.

Eu sabia que ela havia tido apenas uma recaída por conta dos medicamentos. Fazia um bom tempo que ela não passava mal ou qualquer coisa que fosse, não que eu desejasse isso, Deus me livre, mas apesar de ser terrível, era... natural.

Flatline // J.B Onde histórias criam vida. Descubra agora