Todos nós possuímos sonhos.Alguns muito grandes, outros mais simples.O fato é que nem sempre conseguimos realiza-los e alguns ficam decepcionados por toda a vida, não conseguindo superar a dor da derrota.Mas na vida não há apenas um caminho a se se...
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-Foi aquela menina foi?
Ele responde positivamente com a cabeça.
-Eu falei pra você deixar de ser besta!Ficar chorando por causa de garotas!Menino besta! – ela fecha a porta e vai embora.
Sócrates fica um pouco surpreendido com a reação da sua mãe; ele esperava encontrar nela um conforto, um ombro amigo, alguém para conversar.Porém, não foi isso que encontrou.Isso o torna mais introspectivo dentro da sua própria casa.
No final do ano, em uma festa de encerramento do ano letivo do colégio, ele estava com seus amigos conversando, rindo e se distraindo.Eram as únicas pessoas que faziam uma agradável companhia.Eles observavam Maíra e suas amigas passando; elas por outro lado, olhavam para eles e riam; então elas se sentaram.Rindo, uma delas chamou Sócrates:
-Psiu!Vem aqui! – disse uma delas, enquanto as outras estavam com um sorriso no rosto.
Sócrates ficou sem ação; meio sem graça, fez um sinal negativo.
-Vai lá moleque!As garotas estão chamando você!- disse Cláudio
-Não, elas querem me zuar – se defende Sócrates.
-Ah, se tu não vai eu vou! – disse Fábio.
Ele se levanta e vai até elas; escuta o recado e volta.
-Elas disseram que Maíra ti acha bonitinho!
-Vai lá!Vai lá!Vai lá! - diziam todos
E as meninas rindo.
Então Sócrates se levanta e vai embora.
-Vocês querem é me zuar! – diz enquanto se distancia.
As meninas acham estranho, assim como os meninos.
Ele procura algo para fazer, para matar o tempo.Então fica andando por vários lugares da escola, apenas para não ficar lá; aproveita o grande tamanho do colégio para ficar longe.Um pouco mais tarde na festa, ele encontra Cláudio.
-Tu sabe se vão partir o bolo da nossa sala logo?
-Quero saber de nada não.O mundo é gay pra você. – diz Cláudio brincando