-Veja – apontando para uma direção específica.
Sócrates olha para onde Eu aponta, e vê uma moça de vestido branco que segura uma cesta de madeira.Ela é loira de olhos castanhos, com um belo corpo e um belo sorriso.Ela sobe os sete andares calmamente até que finalmente, chega ao sétimo.Ela cumprimenta Eu e ao entrar na sala, dá um belo sorriso.Ela coloca a cesta no pedestal, e vai em direção ao coração.
Afasta o rato e cuidadosamente segura o órgão pulsante; coloca-o encima do pedestal, abre a cesta e começa a limpar o coração com um pano molhado; depois cuida das feridas, fazendo curativos com extremo cuidado e carinho.Pega um pequeno travesseiro e coloca o coração nele.Ela cria uma cadeira confortável, se senta e fica cuidando do coração.Sócrates está sorrindo como poucas vezes sorriu; seus olhos estão cheios de agua.
A chaminé do castelo que alimentava o céu com nuvens negras, para de funcionar.As nuvens escuras do céu começam a se dispersar; depois de muito tempo, a luz do sol toca a superfície.O céu por fim fica azul, as árvores voltam a ficar verdes e as flores começam a nascer no campo.O gelo derrete, e rios e planícies cheios de vida começam a surgir.Uma brisa refrigera tudo, e a luz do sol traz calor.
-Por que isso está acontecendo? – pergunta Sócrates
-Não há nada mais belo do que um coração amado e uma mente em paz.
Sócrates observa deslumbrado a beleza que surgiu em poucos instantes por todo o lugar.
-Vamos – diz Eu.
-Pra onde?
-Para casa.
Sócratesnão esconde sua satisfação.Ele abraça Eu efusivamente.
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Os Espelhos
Narrativa generaleTodos nós possuímos sonhos.Alguns muito grandes, outros mais simples.O fato é que nem sempre conseguimos realiza-los e alguns ficam decepcionados por toda a vida, não conseguindo superar a dor da derrota.Mas na vida não há apenas um caminho a se se...
