Capítulo 7

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A semana passou mais rápido do que o esperado e eu me responsabilizei por ajudar os funcionários a organizar toda a festa. Seria na cobertura da Griffiths mesmo e para mim era um prazer enorme ajudar a organizar uma festa de aniversário para Elizabeth Griffiths, mesmo que ela já esteja morta. O evento começou a ser organizado uma semana antes de acontecer.

O Sr. Bennett havia me oferecido seu cartão de crédito para que eu pudesse comprar um vestido para a festa mas logo depois mudou de ideia e ele mesmo escolheu meu vestido. Será que ele tem algum interesse por moda? Porque já é a segunda vez que ele deixava uma roupa já pronta para mim. Dessa vez era mais sofisticado do que sua camisa e uma saia de barras e ainda tinham jóias, uma linda sandália de salto e uma bolsa de mão.

Um lindo vestido preto que tinha decote em formato de U nas costas que a deixava nua e o mesmo decote - porém menor - no colo/seios. O vestido ia até um pouco cima dos joelhos e destacava muito o meu quadril. É realmente lindo mas não me sinto muito confortável indo à festa de uma falecida vestida assim. E as jóias eram as coisas mais lindas: o colar tinha vários "pingentes" de esmeraldas e o brinco longo era do mesmo jeito.

— Destaca os seus olhos - foi o que Sebastian me disse ao me entregá-los, com um sorriso nos lábios.

Há quatro dias ele havia me feito uma proposta e ainda estou pensando bastante há respeito.

~Flash back on~

— Sabe, eu estive pensando no que aconteceu na semana passada em meu apartamento - estávamos na mesa de reuniões e ele me encarava sério. — E acho que poderia se repetir quando eu quisesse, sabe? Eu como ser humano tenho meus desejos e necessidades, acho que entende e deve sentir o mesmo.

Tudo bem, ele queria eu eu fosse a prostituta dele, é isso?

— Quer que eu seja tipo... a 'Vadia do Chefe'? - ergui uma sobrancelha e ele balançou a cabeça negativamente.

— É claro que não.

Levei a mão até o peito e suspirei aliviada.

— Oh... - assenti com alívio.

— Quero que seja minha submissa.

Submissa. Eu já havia lido esta palavra várias vezes na internet ou até mesmo escutado em filmes e tal. Mas eu nunca tinha pensado na possibilidade de ser uma.

— O senhor quer que eu seja sua escrava sexual? - arregalei os olhos.

— Exatamente, senhorita Byrne - seus lábios se moveram para o lado em um sorrisinho. — Gosto de você e acho que gosta de mim, então acho que é uma boa, o que me diz?

— Se realmente gostar de mim, vai me querer em um relacionamento ou só sexo casual às vezes, mas ser sua escrava sexual? Isso não é gostar...

Ele levantou a mão para me calar.

— Não acredita em mim? Eleanor, você gosta de mim e se gosta de mim mesmo, fará exatamente tudo o que eu quiser, hum? - ele segurou minha mão e acho que ele estava certo.

— Eu... eu preciso pensar - passei as mãos em meus cabelos e balancei a cabeça.

— Bem, tem um tipo de contrato que precisa assinar.

— Um contrato? - franzi o cenho e ele jogou uma pequena pilha de folhas na mesa de vidro.

— Leia quando tiver tempo - ele apontou. — E caso não queria ler até o final, é só perguntar e eu esclareço todas a dúvidas e tudo mais.

Tentação InglesaOnde histórias criam vida. Descubra agora