CAPÍTULO 17

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Boa leitura!!!



Eu não poderia dizer que estava feliz.

Essa palavra não parecia abranger nem dez por cento do que se passava dentro do meu coração. Parecia que a qualquer momento ele não iria mais caber dentro do meu peito pelo simples fato de que Jeon Jungkook havia feito morada fixa exatamente lá dentro.

Como eu poderia explicar isso? O amor que eu sentia por esse garoto tão especial havia se enraizado em mim como uma erva venenosa, porém ela me revitalizava e me curava ao invés de me fazer adoecer e definhar. Eu não conseguia esquecer em nenhum momento do meu dia o que ele havia me dito.

"Foi o Hyung-Amor que me ensinou a amar"

Eu sabia que Jungkook tinha sentimentos por mim? Sim, mesmo que fosse uma enorme pretensão minha acreditar nisso e apostar nesse fato. Mas eu não estava realmente pronto para ouvir aquilo assim. Eu diria que fui bombardeado com sucesso e o pior é que eu tinha certeza que Jeon Jungkook não fazia ideia do quão chocado, maravilhado e embasbacado ele tinha me deixado.

A partir daquele momento, o meu dia correu tão bem que chegava a dar medo. Não me entendam mal, várias coisas deram muito errado e meu colega de trabalho, Kim Seokjin, tentou com todas as forças me tirar do sério com seu humor que estava fodido à ponto de trazer a ira de Deus à tona. O que houve realmente foi que nada podia estragar o momento tão sublime em que me encontrava: a bolha de satisfação em que o menino mais lindo do mundo havia me envolvido com suas doces e sinceras palavras.

Por isso eu ainda sorria feito um idiota de marca maior, encarando o início do corredor que levava aos quartos da casa dos Jeon, aguardando que meu coelhinho surgisse ali e caminhasse diretamente para os meus braços, local de onde eu não queria deixá- lo sair de jeito nenhum.

Eu me sentia uma adolescente à espera do namorado para o baile de formatura, mas o que iria acontecer era muito mais importante do que isso. Passei os olhos pela sala e mirei Taeho, que mordia o lábio inferior insistentemente, como se sua cabeça estivesse trabalhando arduamente em algum assunto complexo. Fiz a expressão mais neutra que consegui e a preguei no rosto, ciente exatamente do que meu chefe estava pensando.

__Onde disse que ia levá-lo mesmo? - me perguntou, reajeitando a postura na poltrona e cruzando as pernas, tentando não demonstrar grande interesse no que na verdade estava lhe corroendo os ossos.

O jornal que ele esteve tentando ler desde o momento em que cheguei ali já se encontrava jogado e amassado sobre a mesinha de centro e eu tinha certeza que o homem não havia absorvido sequer uma palavra do que tinha escrito nele. Pela já familiar expressão de Jeon Taeho, eu diria que ele estava procurando motivos para me impedir de sair sozinho com Jungkook, mas não encontrava nenhum e, mesmo se conseguisse inventar uma desculpa, ele mesmo não a considerava válida o suficiente. Isso é o que eu chamava de conflito interno.

__Pensei em fazermos um piquenique nos arredores do Rio Han - dei um sorriso mínimo e uma batidinha na cesta de palha trançada que estava depositada no chão, entre meus pés.

__Ah - suspirou e encarou a cesta - mas... não é meio perigoso, não? Na beira do rio... parece que mais tarde pode chover.

Olhei pela janela, vendo o sol das três da tarde brilhando à pino e nenhuma nuvem à vista no céu azul radiante.

__Eu acho que não, Sr. Jeon - apertei as alças da cesta entre meus dedos - fique tranquilo, okay? Eu prometo que vou cuidar dele.

__Eu sei, eu sei - afrouxou a gravata - eu sei que pode cuidar dele. É que as coisas acontecem do nada, não é? Atropelamentos, afogamentos, assaltos, tsunamis... tem certeza que não preferem ficar por aqui mesmo? Você sabe que está em casa, Tae!

Different Love - TaeKookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora