CAPÍTULO 52

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Contrastando com tudo o que já fizemos juntos, nossa lua de mel foi uma primeira vez completamente diferente.

Estou falando do clima, claro. Depois de já termos viajado para a praia e outros lugares de temperatura quente para visitas familiares, Pyeongchan, em Gwangwon-Do, era tudo aquilo o que nunca vivemos. O lugar ficava em uma região montanhosa e de altitude elevada, com florestas de pinheiros extensas e baixas temperaturas durante a maior parte do ano. O silêncio era quase palpável, as noites caíam cedo e o frio persistente era perfeito para um chalé de madeira com lareira, banhos quentes cheios de vapor e intimidade.

Era exatamente disso o que precisávamos.

A viagem foi um presente de Taeho para nós dois e eu não tentei fingir constrangimento. Primeiro, eu sabia que aquilo não era nada para ele em termos de dinheiro. Depois, tudo o que era feito por e para Jungkook vinha carregado de afeição e boa vontade e, há um bom tempo, sentia que essa afeição se estendia à mim ano após ano. Meu sogro nos tratava a ambos como duas partes de um único todo e isso me deixava feliz demais. Então, aceitamos muito gratos e indizivelmente ansiosos.

Começamos a nos planejar com meses de antecedência. Jungkook estava preparando o seu emocional e psicológico para aquela mudança repentina de ares e rotina, além de deixar tudo acertado no seu trabalho para a sua ausência.

Ele era pesquisador assistente no Instituto de Biodiversidade Marinha de Seul, e eu podia enxergar Jungkook se aposentando lá dentro. Ele simplesmente amava seu trabalho que incluía observar, catalogar animais marinhos, pesquisas de ecossistemas e preservação ambiental. Ele trabalhava tão feliz, tão imerso em suas funções, que parecia quase injusto que ainda recebesse dinheiro por isso.

Eu também estava feliz no meu trabalho. Tinha uma turma de 20 alunos entre 4 e 5 anos e todo dia me perguntava para onde havia ido a minha aversão à crianças. Claro, com certeza tinha seus desafios diários e eu conseguia ficar moído depois de uma manhã lidando com eles mais do que ficaria ao correr uma maratona. Mas fazia parte e eu estava pronto para evoluir ainda mais. Meu objetivo ainda não podia ser concretizado: dar aula como professor formal na Rainbow and Flowers. Precisava terminar minha especialização para lecionar para os alunos de lá. Mas era naquele alvo que estava a minha mira.

Para a lua de mel, minhas crianças ficariam perfeitamente seguras por uma semana nas mãos de uma professora substituta conhecida e logo eu voltaria para elas.

Com as duas pequenas malas prontas, nossa lista de itens necessários reconferida várias vezes e um Jungkook de olhos enormes e ansiosos se movendo de um lado para o outro na estação de trem como se fosse se desprender da gravidade e flutuar para a imensidão, eu só podia pensar em uma coisa: sete dias de lua de mel. Sete dias.

Eu sei que parecia bobagem. Éramos casados, pelo amor de Deus, e vindos de um relacionamento estável e duradouro de anos, com muito diálogo e intimidade suficiente para eu não ficar com as pernas bambas ao pensar nisso.

Mas isso não interessava. Eu estava ansioso para caramba, com o estômago se revirando como se fosse o nosso primeiro encontro. Como se o cara que eu gostasse tivesse finalmente aceitado sair comigo.

Esse era o efeito que Jungkook tinha em mim. Todo dia uma constatação de que eu me apaixonei outra vez por ele, que eu queria ir a todos os lugares do mundo com ele, e que eu o desejava loucamente de um jeito que seria até estranho se eu fosse realmente tentar explicar.

___Hyung 'tá me olhando es-quisito - Jungkook franziu as sobrancelhas na minha direção depois de soltar o canudo da garrafa d'água que bebia e desviar os olhos da paisagem que passava do lado de fora do trem.

Ri, meio sem graça, da expressão alheia em seu rosto. Sua boca estava úmida, e eu queria muito trazer seu rosto para mim e plantar um beijo com vontade ali. Em vez disso sorri e sequei com as costas da mão delicadamente.

Different Love - TaeKookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora