Boa leitura!!!
Entrei em desespero assim que passamos pela portaria do hospital.
Por cada canto que se olhasse era possível ver pessoas em estado horrível de saúde, bem como muita correria com macas ocupadas por pacientes enfermos, idosos capengando aqui e ali e vítimas de acidentes graves. O cheiro de alcoól e remédio era sufocante e a visão de feridas expostas e crianças com objetos estranhos enfiados no nariz era perturbadora. Me sentia até mesmo nauseado, pensando na minha pobre avó em um ambiente daqueles e uma sensação horrível caiu sobre mim, como se fosse tudo enganação e ela se encontrasse em um estado pior do que me disseram.
Assim, abracei Jungkook pelos ombros e o colei à mim com o rosto apoiado no meu ombro, bloqueando sua visão o máximo que pude enquanto passávamos em meio ao caos e ao barulho rapidamente.
__Hyung... é m-muito alto... - me disse aflito, enquanto levava uma das mãos à lateral da cabeça e apoiava sobre o ouvido de modo a abafar um pouco do som de vozes misturas, rodinhas de macas rangendo e pessoas gemendo de dor.
Eu queria correr dali o mais rápido possível, imaginando que se eu me sentia incomodado seria ainda pior para ele. Tudo parecia perturbador demais para que Jungkook ignorasse
__Fica calmo, meu bem. Nós já vamos sair daqui, certo? Calma.
Apressei o passo ainda mais, parando diante da recepção e apertando meu namorado em meus braços, sentindo-o enfiar o rosto na curva do meu pescoço e espremer o tecido da minha blusa entre seus dedinhos ansiosos. A moça atrás do balcão parecia muito atarefada, com um telefone preso entre o ombro e o ouvido e uma prancheta nas mãos, conferindo os nomes dos pacientes que aguardavam impacientemente e os chamando para atendimento.
__Com licença, moça! - chamei em meio à multidão de pessoas que se acumulavam ao meu redor e ferviam em reclamações - moça!
A respiração de Jungkook batia irregularmente contra a minha pele, tenso e se encolhendo para parecer o menor possível no ambiente em que nos encontrávamos, e eu pensei seriamente se deveria mesmo ter o levado comigo ou se seria melhor que ele ficasse descansando da viagem com os garotos enquanto eu me ausentava apenas por algumas horas. Mas eu queria tanto poder apresentá-lo à minha avó que não passou realmente pela minha cabeça que o local seria tão caótico assim. Agora eu passava as mãos ritmicamente em suas costas de cima para baixo em um gesto de conforto enquanto esperava que a mulher me desse um pouquinho de atenção.
__Moça, por favor! Eu preciso de uma informação! - falei mais alto, chamando a atenção dela e de várias outras pessoas e sentindo Jungkook se encolher ainda mais com o tom alto da minha voz tão perto de si. Toquei os cabelos da sua nuca afetuosamente para que se acalmasse e me ergui nas pontas dos pés para me fazer enxergar mais facilmente.
Alguns pacientes resmungaram, protestando contra a possibilidade de eu ser atendido antes dele mas ignorei, encarando a recepcionista que parecia a ponto de ficar louca.
__Por favor! Eu preciso saber qual é o número do quarto da senhora Kim Jang Soo.
Ela parou por alguns, parecendo totalmente perdida, e me encarou logo passando a folhear a prancheta novamente e encontrando nas últimas páginas o que procurava.
__Você é da família?
__Sim. Sou neto dela - concordei.
Ela não parecia muito inclinar a fazer mais perguntas, considerando o volume de trabalho que tinha pela frente. Assim deslizou uma folha sobre o balcão para que eu assinasse contendo o andar e número do quarto em que minha avó se encontrava e usei a caneta que ficava presa ali perto por uma correntinha. Ao que devolvi a folha me foi entregue um crachá e só então ela pareceu notar Jungkook agarrado à mim como um coala, porque franziu a testa e o indicou com um gesto.
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Different Love - TaeKook
FanfictieOnde Taehyung é estagiário em um colégio para pessoas especiais e conhece Jungkook, o aluno mais especial de todos. [ Plágio é crime ]
