Cap 27

2.2K 131 25
                                        

Dias Depois...

Era angustiante não ter noticias de Mike.

Ele podia estar literalmente em qualquer lugar, me espreitando, esperando o momento certo para me dar um bote ou até zombando de todos nós; a policia, a minha única esperança, era lenta demais e a lei Maria da Penha e sua ordem de restrição parecia pouco.

Aquele papel idiota não o impediria.

Eu havia contado a Ruggero tudo o que passei nas mãos de Michael e havia sido difícil demais contar, mas seria ainda pior esconder e fingir que nada acontecia. Porém, ainda não conseguia tirar a sensação de medo que estava impregnada em mim, me lembrando a todo momento que algo de ruim poderia acontecer.

Ruggero havia dito que eu podia ir para seu apartamento, já que meu ex-noivo não sabia onde era e até sugerira que Valentina fosse também, mas eu não quis.
Eu sabia que Mike me encontraria em qualquer lugar.

E a qualquer momento.

─ Será que não entende que precisa me deixar te ajudar? – Ruggero perguntou.

Estávamos em sua sala na presidência da empresa e ele havia tirado a faixa do ombro e parecia bem melhor.

Nos dias que se seguiram ao atentado contra ele, nós havíamos nos aproximado muito, mas eu ainda não conseguia ultrapassar a linha que nos levaria a um relacionamento ou seja lá o que fosse.
Eu tinha medo e o medo me paralisava.

─ Ruggero, você levou um tiro. Eu não posso te colocar em risco de novo. Me proteger só vai... Te colocar na linha de fogo. – Retruquei.

Já tínhamos tido aquela conversa e sempre chegávamos nesse impasse.

Não era uma opção colocá-lo em perigo.

Ninguém que eu amava iria se ferir. Eu não ia deixar.

─ Eu não me importo! – Contrapôs tomando meu rosto nas mãos e me olhando nos olhos com paixão. E quando ele me olhava assim, eu perdia o controle sobre mim mesma. – Eu amo você, sua teimosa. E eu quero que saiba que estou aqui por você e pra te ajudar sempre.

Fechei os olhos deixando que o calor de sua pele aquecesse a minha.

─ Eu também te amo.

Senti seus lábios nos meus e me rendi.

Eu adorava estar em seus braços.

Adorava quando traçava um caminho de beijos pelo meu pescoço e quando me erguia fazendo com que eu entrelaçasse minhas pernas em volta de sua cintura.
Ele me levou até sua mesa e me puxou contra seu corpo, me beijando e dando leve mordidas na minha boca, subindo a mão pelas minhas coxas e provocando arrepios e sensações deliciosas.

Era assim que nos entendíamos e eu aprendi a amar isso.

Afundei os dedos em seus cabelos e puxei-os com tesão. Ele gemeu com a boca rente a minha.
Sua mão escorregou por entre minhas pernas e seus dedos rasparam na minha intimidade, brincando com o tecido da minha calcinha, me fazendo arfar e pedir que me comesse logo.

Eu precisava dele.

Precisava logo.

─ Por favor... – Sibilei com a voz aveludada, mordendo o lóbulo da orelha dele.

Ruggero riu e aquilo pareceu tão sexy.

Abri mais as pernas e estava pronta para tê-lo quando ouvimos algumas batidas fortes na porta e nos afastamos na mesma hora.

Meu coração batia descompassado quando desci da mesa e puxei a barra do meu vestido pra baixo.

Rugge deu a volta e sentou-se em sua cadeira, escondendo sua ereção por baixo da mesa, mesmo que sua pele avermelhada deixasse claro que algo estava acontecendo.

LuxúriaOnde histórias criam vida. Descubra agora