Dias Depois...
Era angustiante não ter noticias de Mike.
Ele podia estar literalmente em qualquer lugar, me espreitando, esperando o momento certo para me dar um bote ou até zombando de todos nós; a policia, a minha única esperança, era lenta demais e a lei Maria da Penha e sua ordem de restrição parecia pouco.
Aquele papel idiota não o impediria.
Eu havia contado a Ruggero tudo o que passei nas mãos de Michael e havia sido difícil demais contar, mas seria ainda pior esconder e fingir que nada acontecia. Porém, ainda não conseguia tirar a sensação de medo que estava impregnada em mim, me lembrando a todo momento que algo de ruim poderia acontecer.
Ruggero havia dito que eu podia ir para seu apartamento, já que meu ex-noivo não sabia onde era e até sugerira que Valentina fosse também, mas eu não quis.
Eu sabia que Mike me encontraria em qualquer lugar.
E a qualquer momento.
─ Será que não entende que precisa me deixar te ajudar? – Ruggero perguntou.
Estávamos em sua sala na presidência da empresa e ele havia tirado a faixa do ombro e parecia bem melhor.
Nos dias que se seguiram ao atentado contra ele, nós havíamos nos aproximado muito, mas eu ainda não conseguia ultrapassar a linha que nos levaria a um relacionamento ou seja lá o que fosse.
Eu tinha medo e o medo me paralisava.
─ Ruggero, você levou um tiro. Eu não posso te colocar em risco de novo. Me proteger só vai... Te colocar na linha de fogo. – Retruquei.
Já tínhamos tido aquela conversa e sempre chegávamos nesse impasse.
Não era uma opção colocá-lo em perigo.
Ninguém que eu amava iria se ferir. Eu não ia deixar.
─ Eu não me importo! – Contrapôs tomando meu rosto nas mãos e me olhando nos olhos com paixão. E quando ele me olhava assim, eu perdia o controle sobre mim mesma. – Eu amo você, sua teimosa. E eu quero que saiba que estou aqui por você e pra te ajudar sempre.
Fechei os olhos deixando que o calor de sua pele aquecesse a minha.
─ Eu também te amo.
Senti seus lábios nos meus e me rendi.
Eu adorava estar em seus braços.
Adorava quando traçava um caminho de beijos pelo meu pescoço e quando me erguia fazendo com que eu entrelaçasse minhas pernas em volta de sua cintura.
Ele me levou até sua mesa e me puxou contra seu corpo, me beijando e dando leve mordidas na minha boca, subindo a mão pelas minhas coxas e provocando arrepios e sensações deliciosas.
Era assim que nos entendíamos e eu aprendi a amar isso.
Afundei os dedos em seus cabelos e puxei-os com tesão. Ele gemeu com a boca rente a minha.
Sua mão escorregou por entre minhas pernas e seus dedos rasparam na minha intimidade, brincando com o tecido da minha calcinha, me fazendo arfar e pedir que me comesse logo.
Eu precisava dele.
Precisava logo.
─ Por favor... – Sibilei com a voz aveludada, mordendo o lóbulo da orelha dele.
Ruggero riu e aquilo pareceu tão sexy.
Abri mais as pernas e estava pronta para tê-lo quando ouvimos algumas batidas fortes na porta e nos afastamos na mesma hora.
Meu coração batia descompassado quando desci da mesa e puxei a barra do meu vestido pra baixo.
Rugge deu a volta e sentou-se em sua cadeira, escondendo sua ereção por baixo da mesa, mesmo que sua pele avermelhada deixasse claro que algo estava acontecendo.
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Luxúria
FanfictionSINOPSE LUXÚRIA: "Três anos atrás Karol havia feito uma coisa que se arrependia amargamente; ela havia traído o, até então, namorado. Pensar nisso a fazia ter dores de cabeça. Trair significava que ela não era a mulher perfeita que Michael esperava...
