Café da Manhã Macabro

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Deixar Pandora na mansão LaRue ou em seu próprio apartamento estava fora de cogitação agora que ela estava na lista de interesse de Dália. Ele não poderia se dar ao luxo de deixá-la em perigo, não poderia arriscar agora que voltava a ter sentimentos tão intensos por alguém.

No entanto, aquela batalha perdida deixou Pandora abalada e exausta. Assistir à morte de Mikael a deixou instável, sair do complexo colocaria a moça na mira de Dália. Então, por mais longe que quisesse ficar de Klaus, Elijah conseguiu seu antigo quarto com Rebekah onde deixou que Pandora descansasse enquanto ele vigiava seu sono para que nada acontecesse enquanto ela dormia.

Ao nascer do Sol, Elijah já se levantava da poltrona onde passou a noite para ir acordar Pandora a fim de levá-la para Saint James, quando Rebekah apareceu na porta do quarto.

— Nik quer falar contigo. – disse Rebekah, com a voz um pouco embargada e escorou na porta.

— Ele que espere. – disse Elijah, um pouco irritado, mas ao perceber o tom de voz da irmã, ficou preocupado. – Você está bem?

— Não esquenta comigo, estou bem. – disse Rebekah ao desencostar da porta e ir até o irmão. – o que fará com a lobinha adormecida? Se a Dália quer levá-la com a Hope, o ideal seria mantê-la fora do radar mágico dela.

— E é o que farei. – respondeu Elijah, indo até Pandora. – Depois que ela se alimentar, partiremos.

Rebekah até chegou a abrir a boca para dizer alto, mas se calou quando o grito de Klaus chamando por Elijah a interrompe. Pandora se remexe na cama diante da agitação do ambiente, Elijah libera um suspiro para conter um resmungo.

— Vai logo, minha cabeça vai estourar se ele gritar de novo. – pediu Rebekah, irritada. – Esse rosto pode não ser o que ela mais goste, mas eu tenho certeza que ela gostaria menos ainda de ver nosso irmão.

— Me chame se precisar. – disse Elijah, derrotado.

Elijah beijou a testa da irmã e saiu. Rebekah viu o irmão sair pela porta e depois olhou para Pandora. A híbrida dormia, mas não parecia nada pacífica, provavelmente estava em meio a mais um pesadelo, então ela decidiu estar na hora da nova queridinha de Elijah acordar.

Rebekah se aproximou, a cutucou algumas vezes até que na última Pandora acordou. Pandora resmungou, apesar de parecer aliviada em acordar, mas ao encontrar o rosto de Eva a encarando a fez prender o fôlego.

— Relaxa, eu não sou a Eva. – disse Rebekah e depois encolheu os ombros. – Quero dizer, o corpo é dela, mas a mente não. Eu sou Rebekah, irmã do Elijah.

— Ainda não entendi como foi parar aí. – disse Pandora.

— Ah, é uma longa história que eu não tenho tempo para contar. – disse Rebekah, apoiando as mãos nos quadris. – vem, vamos tomar café, daqui você vai para um lugar seguro.

Sem vontade de discutir, Pandora levantou, ajeitou o cabelo da melhor forma que dava e seguiu Rebekah para o que poderia ser uma adega/sala de jantar. Quando chegaram, encontraram Elijah e Klaus em mais uma discussão.

— Ah, por favor, Elijah... eu controlei o melhor chef da cidade só para você e ignora os meus esforços por causa de preocupações desnecessárias?! – Disse Klaus a Elijah no mesmo instante em que Pandora e Rebekah entraram na área.

— Fala mais alto, Nik, o papa não te ouviu no Vaticano. – ironizou Rebekah ao se sentar no outro extremo da mesa e se serviu de uma xícara de chá.

— O que houve? Seu corpo de bruxa não aguenta tanto quanto o outro? – ironizou Klaus e seu olhar em seguida recai sobre Pandora. A híbrida nada falou, ela apenas se acomodou ao lado de rebeca à mesa. – Sem ofensas, amor.

The Hybrid | Elijah MikaelsonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora