Depois que Pandora caiu adormecida, Klaus se ocupou em colocar tanto ela quanto Freya no cargueiro da sua caminhonete preta. Dália tinha um plano ardiloso e complexo, ela precisava das duas, além de Hope para ser concluída. Com Klaus ao seu lado fazendo a segurança, as oportunidades de não obter êxito seriam de 5%. A chegada de Camille ao complexo deixou Klaus tenso e Dália um tanto desconfiada, mas o plano sofreu apenas um breve atraso, já que o híbrido precisou mordê-la e apagá-la antes de seguir adiante.
A chegada deles ao breve acampamento que os lobos fizeram rendeu muito sangue e dor. Dália usou o mesmo feitiço que antes assolava a matilha, obrigando-os a serem lobos durante todo o mês, tornando-se humanos apenas nas noites de lua cheia. Essa parceria de Klaus e Dália pegou a todos de surpresa e como consequência, Hope ficou sozinha na picape da sogra de Hayley, onde Klaus a resgatou instantes depois.
Mas toda aquela agitação baixou e agora estavam todos numa clareira escura no meio da floresta. As cativas continuavam adormecidas no carro, Hope estava agitada em seu bebê conforto enquanto Klaus estava ao seu lado, silencioso e observando a tia trabalhar em outro feitiço.
— Ficou mudo de repente. – disse Dália enquanto trabalhava nos preparativos do feitiço. – Se arrependeu da sugestão que me deu?
— Não, apenas buscava uma maneira mais educada de perguntar: "Por que a demora?" – disse Klaus, enquanto deixava que Hope brincasse com seu indicador.
— Bom, já podemos começar. – disse Dália ao deixar um recipiente de vidro sobre a mesa de madeira. – Quando nos unirmos não precisarei mais dormir por um século. E quando você parar de se preocupar comigo, eu poderei me concentrar nas minhas garotas.
Dália se afastou da mesa e caminhou até junto deles.
— Só preciso de uma única gota de sangue de cada uma e então o poder delas será todo meu. – disse a bruxa, animada e ansiosa para começar.
Klaus olhou para a filha, depois para Pandora e Freya. – O que fará com Freya?
— Ela cumpriu o seu papel. – disse Dália, desdenhosa, olhando para o céu que começava a perder as nuvens e exibir a lua cheia. – Esta noite, no auge da lua cheia, eu a matarei. Quando a nossa ligação acabar, o laço que terei com Hope e Pandora será permanente.
— Então é melhor se apressar. – disse Klaus e os dois se juntaram em frente à mesa com os ingredientes para o feitiço.
Dália, ao lado de Klaus, segurou sua mão e, depois de um movimento sutil com a mão livre, começou a conjurar o feitiço. Ela recitava o encantamento em norueguês e enquanto todo o processo continuava uma ventania começou, assustando Hope. A menina começou a chorar, Klaus quis ir até ela, mas não dava para parar o feitiço agora.
O sangue nas tigelas começou a sair sozinho e deslizar para a junção do símbolo do infinito. Quando se encontraram no centro, os dois receberam um forte impulso e então acabou. Estavam, então, ligados um ao outro.
Klaus e Dália soltaram suas mãos, ele foi imediatamente de encontro à filha que se acalmou ao vê-lo.
— Com esse poder eu nunca mais vou precisar dormir um século de novo. – comentou Dália, admirada.
Klaus olhou para a tia tirando algo de trás da cadeirinha da filha. A mulher estava tão fascinada com sua nova realidade que não prestou nenhuma atenção aos movimentos dele. Em sua mão estava a adaga dourada que Elijah usou para apunhalá-lo há poucas horas.
— Que tal então uma última soneca? – perguntou Klaus e quando Dália olhou para ele, o híbrido se apunhalou no peito.
Dália tentou impedir, mas ela não foi rápida o suficiente. Ambos caíram no chão. Dália caiu num sono profundo tanto quanto Klaus, este com o corpo perdendo a cor, suas veias negras aparentes.
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The Hybrid | Elijah Mikaelson
Fanfiction"Por muitos anos, a doce e inocente Pandora Carter era maltratada por seu tio George, que a criava. Mas um dia, em uma perda de controle emocional, ela comete um enorme erro que lhe custará a sua "segurança" e descobriria sozinha que tinha dons que...
