Após muito estudo e algumas conversas com Kol e Freya, Pandora descobre que o feitiço de ressurreição não precisava de necessariamente o sangue de dois irmãos. Foi uma especificação de Kol para seu caso devido à forma com a qual morreu pela segunda vez (possuindo o corpo de outra pessoa). No caso de Scott diferia, pois, este último morreu em seu próprio corpo, então o sangue de apenas um irmão seria mais que o suficiente.
Para Pandora ainda era um caso perdido, pois ela acreditava que seu tio havia morrido no embate entre bruxas e lobos quando era pequena. Por isso tinha a intenção de usar o próprio sangue para ressuscitar Scott, todavia Kol a alertou de que apenas o sangue fraterno surtiria efeito, o da prole não funcionaria. Tal informação a frustrou imensuravelmente.
Chateada que provavelmente não conseguiria, Pandora apenas se deixou levar com os compromissos do dia a dia. Rebekah e Freya estavam mais empenhadas do que nunca com a cerimônia, tentavam reaver o tempo perdido, mas Pandora não estava tão empolgada quanto elas. Até mesmo Klaus e Kol se envolveram na organização do casamento: Klaus arranjou um lugar muito melhor e mais romântico do que o complexo para realizar a cerimônia e a festa; Kol fez questão de desaparecer com o cerimonialista que ministraria a cerimônia, garantindo que seria ele a oficializar o casamento do irmão e da cunhada.
— ... e esses vasos vão nas mesas. – Freya mostrou um vaso pequeno e transparente com rosas-vermelhas para Pandora.
A morena concordou, mas nem mesmo olhou para o vaso. Freya e Rebekah se entreolharam ao notar a distração e o olhar entediado de Pandora, suspirando compadecidas.
— Está tudo bem, Pandora? – perguntou Freya à Pandora, a morena piscou algumas vezes ao acordar de seus devaneios antes de voltar sua atenção para as cunhadas. – Eu e a Rebekah gostamos das rosas-vermelhas, mas se preferir as brancas, podemos trocar.
— Qualquer uma delas ficariam lindas, de qualquer forma. – acrescenta Rebekah, ainda analisando sua lista.
— Desculpe, não estava pensando nisso. – confessou Pandora antes de soltar um suspiro chateado.
— Pensando no feitiço, não é? – perguntou Freya e mesmo contrariada e chateada, Pandora afirmou com a cabeça.
— Sinto muito que não consiga trazê-lo de volta, Pandora. – disse Rebekah, solidária e carinhosa. – Mas não pode ficar assim para sempre...
— Acredito que seu pai não gostaria de te ver assim por causa dele. – comentou Freya, afagando as costas de Pandora.
— Elijah me disse a mesma coisa ontem. – respondeu Pandora, projetando o lábio para frente, criando um biquinho.
— E ele tem razão. – afirmou Rebekah, antes de acariciar o rosto da cunhada. – Por falar nele, onde está o meu nobre irmão? Ele tem prova do fraque em uma hora.
— Eu também gostaria de saber. – afirmou Pandora, pegando uma das rosas-brancas do vaso e uma rosa-vermelha do outro. – Quando acordei hoje pela manhã, ele não estava no quarto. – Pandora começou a tirar os espinhos das flores. – Tudo o que ele me deixou foi um bilhete dizendo que voltaria antes do anoitecer.
— O quê? Ele enlouqueceu? – perguntou Rebekah, já arrancando o celular de dentro do bolso de suas calças.
— Se ele não enlouqueceu até hoje, não enlouquece nunca mais. – disse Freya, Pandora sorriu em divertimento e concordou.
(...)
Era quase meia-noite e Pandora já estava preocupada com o sumiço de Elijah. Ele nem sequer avisou para onde estava indo e não atendia a suas ligações ou as de seus irmãos.
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The Hybrid | Elijah Mikaelson
Fanfiction"Por muitos anos, a doce e inocente Pandora Carter era maltratada por seu tio George, que a criava. Mas um dia, em uma perda de controle emocional, ela comete um enorme erro que lhe custará a sua "segurança" e descobriria sozinha que tinha dons que...
