Deslealdade?

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O dia seguinte amanheceu com o mesmo clima tenso da noite anterior. Elijah tentou convencer a esposa de ir descansar após a agitação do jantar fracassado, mas a híbrida permaneceu ao seu lado, montando guarda. Freya chegou ao encontro deles com a verbena já diluída, molhou a corrente que prendia o vampiro desacordado e ainda criou uma barreira em torno de Tristan com um círculo de sal.

Não era muito, mas o impediria de sair fosse por força interna ou externa.

— E como vamos proceder agora? – indagou Freya, quando terminou o feitiço. Ela levantou, virou-se para eles e cruzou os braços.

— Entraremos em sua mente para encontrar a informação que precisamos. – respondeu Elijah, tranquilamente. – No entanto, Tristan tem uma mente forte e para conseguir destruir suas defesas, precisamos enfraquecê-lo. – Ele apontou para as correntes banhadas em verbena e depois para Pandora. – Por isso a verbena e você, Pandora.

Pandora deu um meio sorriso ao saber que ela seria necessária. Apesar de não gostar de ferir ninguém, ela não mediria esforços para ter o que precisava para reaver sua cunhada. Primeiro ela ajudaria a encontrar Rebekah, depois ela pensaria em como lidar com a culpa. Não que Tristan merecesse qualquer piedade.

Elijah percebe a esposa pensativa, provavelmente avaliando seus conceitos. Por isso foi até ela e bloqueou a visão direcionada a Tristan, voltando a ter a atenção da esposa.

— Está tudo bem? – perguntou Elijah, em um tom baixo enquanto afagava os braços de Pandora.

— Sim, apenas tentando me convencer de que ele não merece minha compaixão. – respondeu Pandora, suspirando conformada.

— Não tenha pena dele. Depois do que houve ontem, ele tentará usá-la para me atingir. – disse Elijah, voltando a sair do caminho dela e a direcionou ao cativo. – E se tem uma coisa que Tristan sabe fazer, é torturar.

Pandora respirou fundo antes de soltar um breve rosnado e se aproximou do vampiro. Ela atravessou a barreira de sal enquanto seus olhos mudavam de cor e seus caninos cresceram. Pandora morde o pescoço do vampiro com força e sem piedade, fazendo Tristan gritar de dor.

Mesmo com a verbena lhe queimando a pele e o veneno se espalhando por seu corpo, Tristan resistiu. Ele não falou nada, agora que estava desperto. Não adiantou Elijah pedir, nem Freya ou Pandora. Tristan não contava as coordenadas que precisavam. Irritada, a híbrida mordeu o outro lado do pescoço do vampiro, o fazendo dar outro grito de dor.

Quando ela se afastou, Pandora notou as lágrimas escorrendo pelas bochechas de Tristan, se misturando ao suor que surgiu como reação ao veneno de lobisomem e às queimaduras da verbena. A híbrida revirou os olhos enquanto se afastava, recebendo um lenço de Elijah para limpar o sangue em sua boca.

— Está chorando porquê? Eu nem usei magia ainda. Te garanto que não será nada agradável. – disse Pandora, após limpar o sangue em seus lábios.

— Não me entenda mal, minha cara. – disse Tristan, ofegante e tremendo. – Choro por pena de você. Me atraí por sua beleza ao vê-la no baile, porém após tamanha afronta, me vejo forçado a arrancar seus dentes um por um dessa sua linda boquinha.

— Argh, como eu quero vê-lo sofrer. – afirmou Elijah, irritado pelo comentário de Tristan.

Elijah foi até Tristan, passando pela barreira de sal. Ele segurou o vampiro pela nuca e o trouxe para trás. Tristan sugou o ar por entre os dentes quando sentiu o puxão.

— No entanto, minha irmã está sofrendo no fundo do oceano, então... – recomeçou Elijah antes de desprender sua mão da nuca de Tristan. O vampiro ofegou. – Perguntarei apenas uma vez, as coordenadas?!

The Hybrid | Elijah MikaelsonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora