Golem

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As ruas de Nova Orleans continuavam movimentadas, cheias de turistas, principalmente o centro histórico, o Quartel Francês. Mas isso não impediu que Elijah levasse Pandora para o complexo Mikaelson. O local só não estava silencioso devido aos passos dos dois que atravessaram o pátio até uma sala ao fundo. Lá, havia um caixão grande e elegante onde o corpo seco e cinzento de Klaus repousava com uma adaga dourada em seu peito.

Aquela, realmente, não era a melhor visão dele.

— Todos vocês ficam assim? – perguntou Pandora, olhando curiosa para o híbrido adormecido.

— Realmente não é uma bela vista. – comentou Elijah, encarando o irmão, enquanto era observado atentamente pela híbrida ao seu lado.

— Está com saudade. – rebateu Pandora, recebendo o olhar de Elijah.

— Não estou. – respondeu ele, de imediato.

— Não foi uma pergunta. – o olhar de Elijah mudou de sério para surpresa.

Por alguns instantes, eles ficaram em silêncio, pensativos. Pandora reparava na expressão de Klaus que não era nem um pouco alegre e iria comentar isso a Elijah, mas o moreno se adiantou.

— Niklaus não matou aquele rapaz. – afirmou Elijah, surpreendendo Pandora.

— Você ainda tenta inocentar seu irmão? – perguntou Pandora, descrente.

— Não estou tentando inocentar Niklaus. – afirmou Elijah. – Niklaus tem uma necessidade patológica em ser temido, o motivo para isso está além do meu conhecimento.

— Mesmo que seja verdade, quem teria feito isso? – Perguntou ela, incomodada com as correntes.

— Acredito que qualquer um que queira me colocar contra ele. – respondeu ele, virando-se para ela, segurando seus punhos e massageando os pulsos da híbrida.

— Mal sabem que não precisam interferir para que isso aconteça. – comentou Pandora, suspirando aliviada com a massagem. – E o que vai fazer agora? Vocês o prenderam por causa do rapaz, afora vai liberá-lo?

— Até que você e Hope estejam seguras, prefiro manter presa essa fúria shakespeariana. – respondeu Elijah, sem parar de fazer a massagem. – Eu sei que elas te incomodam, mas no momento errado te libertarei. Sei que parece horrível, mas com sua magia fora do radar, você fica a salvo de Dália.

— E fico com pouca mobilidade. – constatou Pandora. – Não faz ideia de quão ruim é ir ao banheiro usando isso preso nos pulsos.

— Imagino que desconfortável. – respondeu Elijah, finalmente soltando os pulsos dela, com um sorriso singelo no rosto.

— Ah, aí está o sorriso dele. – disse Pandora, apontando para o rosto de Elijah.

O sorriso dele aumentou um pouco por alívio de que aquele comentário também trazia um sorriso à híbrida, algo que ele não via desde a manhã anterior.

— Sei que estamos numa situação complicada, e é um pouco estranho dizer estando presa assim, mas... eu quero que saiba que eu aceito seu convite. – a expressão de Elijah se iluminou de alegria e surpresa. Diante de tudo aquilo, ela ainda queria ir embora com ele.

— Não se preocupe com isso. – disse Elijah, subindo suas mãos para o rosto dela, se inclinando na direção dela, roubando-lhe um selinho demorado. – Quando tudo acabar, vamos embora daqui, para bem longe... mas por hora, quero que fique aqui.

— Aqui... tipo, aqui com ele? – perguntou Pandora, desconfortável, Elijah soltou um riso breve.

— Não, me refiro aqui no complexo. – respondeu Elijah, achando graça na pergunta dela. – Pode ficar à vontade pelo lugar, só não tire a adaga do peito dele.

The Hybrid | Elijah MikaelsonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora