Bárbara narrando
Eu até que queria que continuasse , estava desconfortável mas era fácil de se acostumar. Vou confessar que nunca fui tocada a fundo e se fui, foi por eu mesma.
Seu semblante não mudou , estava neutro tentando formular uma resposta.
Babi: ok , vamos tentar denovo. Eu não...sou acostumada com isso. -- com as mãos em sua nuca puxei seus lábios para mim , seu beijo selvagem fez meu prazer voltar.
Victor: espera , seu namorado não faz isso? -- seus dedos que antes estavam em mim voltam para dentro com tudo, o desconforto e a minha insegurança aumentaram. Nego com a cabeça apoiada em seu peito.
Victor: Bárbara , olha para mim. -- com dificuldade levanto a cabeça , era impossível manter meus olhos focados enquanto seus dedos remexiam dentro de mim.
Victor: você não é virgem , certo? -- meu corpo inteiro se queimou , eu sou virgem , nunca tive coragem de me entregar , mas ele não pode saber disso.
Babi: eu... -- era impossível dizer , precisava que saísse de mim. Tentei afastar meu corpo das suas mãos mas me perseguiam.
Babi: tira , por favor. -- digo baixo deitando a cabeça no seu peito. Como eu pedi , ele fez.
Babi: eu...não sou. -- minto. Pude sentir todo seu ar saindo do pulmão , ele estava aliviado.
Ele não pode saber disso , talvez pense que eu minto em relação ao meu namoro, e passará a não confiar em mim. Eu queria dizer a verdade, mas isso é tão difícil...medo.
Antes que voltarmos para nossa troca de salivas, sua porta se abriu de uma vez , lógico que assustamos, ainda mais pelo fato da sua mão estar na parte interior da minha coxa.
Eu não consegui identificar quem era por ter fechado novamente bem rápido, mas ele parece ter identificado e por isso correu ajeitando minha calcinha novamente.
Victor: é Arthur, meu amigo e também segurança. Creio que veio para se certificar onde estava e com certeza viu o que aconteceu , por isso não precisa ficar com vergonha ou algo do tipo. -- com a outra mão alisa minha bochecha.
Terminei de me recompor e desci da mesa antes que Victor abra a porta para o amigo.
Arthur: desculpa por ter aberto sem avisar , não sabia que estava acompanhado.
Victor: sem problemas.
Virei meu rosto para as câmeras em seu monitor para disfarçar o nervosismo e a vergonha. Algo me chamou atenção na penúltima câmera , um homem vigiava a porta atrás de um vaso enorme de planta. Será amigo dele?
Tentei chamar a atenção de Victor mas falhei , ele estava de costas para mim e seria impossível traze-lo até mim apenas pelo olhar. Conforme foram terminando a conversa , a pessoa foi se afastando até sumir por completo pelo corredor. O amigo de Victor saiu , fazendo ele voltar até mim.
Babi: ele estava sozinho? -- assente retirando algumas mechas de cabelo sobre meu pescoço.
Babi: tinha alguém no corredor , eu vi.
Victor: talvez estava na câmera errada , ou a pessoa se perdeu. -- ele não queria conversar sobre isso , se eu deixasse em dois segundos eu já estava nua , seus dedos ágeis tentavam abaixar o zíper em minhas costas.
Babi: eu tenho que ir. -- sua expressão caiu , em sua boca formou um leve bico.
Victor: volta hoje a noite, já que o dia quase amanheceu.
Babi: eu não sei , preciso pensar.
Victor: e se preferir , a gente só joga. Sei que estava desconfortável comigo, você não relaxou. -- ele não obteve resposta , peguei minha bolsa de mão sobre a mesa e sai pela porta.
Eu estava tensa sim , não era para eu estar fazendo isso , ainda mais com ele. E se quando me ver nua desistir? igual aconteceu com Matheus...ou até mesmo ele pode aproveitar de mim , mas acho que pela atenção que teve comigo agora pouco isso é "impossível".
Chegando a área comercial dou uma última olhada para a câmera e aceno mandando um beijo , eu sabia que ele estava me vendo.
O que me resta agora é tentar dormir , o que no momento é muito difícil.
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Nunca foi sorte
Novela JuvenilFazendo de tudo para atrair potenciais apostadores e mante-los em sua dependência, os cassinos de Las Vegas funcionam diariamente as noites dentro de hotéis luxuosos abertos para visitantes frequentarem seus restaurantes, piscinas e atrações. Como q...
