Bárbara narrando
Babi: eu preciso tirar esse vestido sujo. -- desci do abraço dele indo para a mala aberta no chão. Acabei pegando uma calça preta e uma blusa com mangas até o cotovelo , na cor bege.
Fui para a única porta que havia dentro do quarto , como imaginei, era o banheiro. Passei uma água no rosto e ao redor de meus braços , depois terminei de colocar as roupas limpas e sai.
Ele continuava sentado no chão com os olhos fixados no carpete branco. Tenho muitas dúvidas ainda porém não sei ao certo se é um bom momento.
Babi: que horas são? -- devagar vou sentando na ponta da cama macia.
Victor: acredito que quase amanhecendo , deixei meu relógio no escritório.
Babi: posso ir embora?
Victor: o problema é que confessou apenas para mim , Rodrigo ainda acredita que seja essa pessoa que tanto falava.
Babi: mas porquê comigo?
Victor: quando chegou viram que você se dava bem nos jogos , e anteriormente estávamos sendo visitados por homens de Howhard , e eles são espertos demais em jogos, como você.
Babi: por isso nos vigiavam?
Victor: acredito que sim , mas eu não sabia. Prometo a você que eu não sabia desse suposto "sequestro".
Babi: e...porque não me disse isso?
Victor: não temos a liberdade para falar de coisas assim um com o outro , ainda não sei nem seu sobrenome.
Babi: Baker. Bárbara Baker , mas pode chamar de Babi quando quiser.
Victor: Babi? gostei. -- ri fraco.
Babi: não se acostuma a me chamar assim. -- retribui seu riso me aproximando do maior sentado no chão.
Victor: você lembra o que aconteceu? -- nego.
Victor: só lembro de ter te encontrado no bar com dois copos de bebida.
Babi: é isso! a bebida. Depois de beber ela a gente não lembra de mais nada.
Victor: merda.
Na verdade não tinha mais assunto , ficamos sentados um ao lado do outro na cama enquanto esperávamos o sol nascer e a loira vir.
Victor: você vive um relacionamento abusivo? -- sem que eu perceba ele começou alisar uma marca vermelha no meu braço. Com a cabeça baixa eu nego.
Victor: não me diz que foi Rodrigo?
Babi: isso é...não lhe importa. -- puxei meu braço para longe do seu toque.
Viu que fiquei desconfortável com isso e não tentou se aproximar de novo. Minutos depois a loira entrou pela porta com a respiração alta.
Carol: ainda bem que meu irmãozinho está bem. -- corre diretamente para tentar abraçar Victor, o mesmo a bloqueia com as mãos. Perai ela disse irmão?!
Babi: irmão? -- ela assente.
Babi: então você forjou tudo isso contra seu irmão?
Carol: por culpa sua , mas eu me arrependi.
Victor: ah claro , imagina se tivesse acontecido algo com ela? você já sabe que eu estou muito encrencado e isso acabaria voltando para mim.
Carol: eu estava tentando te proteger , estava bobo demais conversando com ela e se esqueceu da marca.
Babi: que marca?
Victor: todos da máfia do Howard tem uma tatuagem no pescoço , eu vi e você não tem , porém ela não acreditou em mim e nem meus amigos. -- deixei sua mão colocar meus cabelos para trás e passar na minha pele , a mesma fechou os olhos e cobriu parte do rosto com as mãos.
Carol: mas ela...ela se comportava como os outros que tentaram algo contra você.
Babi: será que eu posso ir embora ou tenho que ficar escutando ambos discutirem?
Victor: não quero que vá sozinha, eu vou com você.
Babi: claro que não , não acha que já me deu problemas demais?
Carol: Gabriel pode ir com você , ou se preferir só até o seu carro.
Se eu negasse não iria adiantar, esperei até o garoto aparecer na porta para me acompanhar. O lugar estava quieto, cassino já havia fechado e apenas alguns funcionários arrumavam o local. Fomos conversando sobre algum assunto sem se aprofundar até a parte da frente , montei no carro e me despedi do moreno. Até que ele é mais gentil do que imaginei.
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Nunca foi sorte
Teen FictionFazendo de tudo para atrair potenciais apostadores e mante-los em sua dependência, os cassinos de Las Vegas funcionam diariamente as noites dentro de hotéis luxuosos abertos para visitantes frequentarem seus restaurantes, piscinas e atrações. Como q...
