Viagem aos Marotos: parte 6

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P.O.V. Marie

Nos últimos dois dias, Severo estava me olhando de forma estranha como se tentasse entender alguma coisa. Eu realmente estava assustada, até a legilimência ele tentou, ou seja, meu pai estava suspeitando de alguma coisa. Não é surpresa, ele sempre foi muito investigativo e desconfiado, principalmente se de repente uma pessoa surgir do nada e se aproximar sabendo de tudo sobre ele. Talvez eu tenha exagerado na minha animação em conhecer o meu pai como aluno, mas eu não podia evitar.

- Zabini, podemos conversar? - Perguntou olhando para os lados. - Em particular, por favor.

- Claro. - Sorri tentando esconder o nervosismo.

O engraçado que eu já pensava "vou levar bronca" ou "O que eu fiz agora?" quase inconscientemente. Fomos até uma das salas vazias e ele usou abaffiato, o negócio é sério. Morgana me ajuda aqui, por favor, estou ferrada. Eu não consigo mentir para o meu pai, isso já estava sendo um recorde de atuação.

- Quando eu levei seus livros, vi algumas anotações no livro de poções.

- Ah sim, eu tenho uma mania de deixar uma maneira mais prática.

- Acontece que essa maneira mais prática foi criada por mim e eu não mostrei a ninguém. - Ele retrucou.

Agora percebi que já fudeu tudo. A minha cara de culpada deve estar incrivelmente engraçada. Puta que pariu, e eu ia saber que ele não tinha mostrado a ninguém ainda? Eu cresci aprendendo a usar isso, essas anotações são normais para mim.

- Como? - Cruzou os braço, segurando a varinha.

- Se eu te contar, vai me achar uma maluca.

- Contando a verdade, tudo bem. Até porque aquela água tinha veritasium, não vai poder mentir.

É meu pai mesmo, precavido sempre. Que vontade de sair correndo e fugir para as colinas, nem sei se tem colina aqui perto. Eu sentei no banco de madeira velho enquanto ele me encarava.

- Quando eu falei que eu não sou daqui, desse lugar, é verdade.

- Você é da Durmstrang, não?

- Não. - Raiva dessa poção. - Eu estudei em Hogwarts, quero dizer, vou estudar nos anos 90.

- Você é do futuro, então? Usou vira tempo, por acaso?

- Não, outro tipo de magia.

- Bem que o Lupin falou como você usa uma linguagem um pouco diferente, só ele notou daqueles cabeças duras. - Suspirou. - O que você veio fazer aqui? Quem é você de verdade?

- Eu preciso de um item mágico para que nenhum morto continue passeando por aí como se estivesse vivo, uma história bem complicada.

- Quem é você? Seu nome é Melisandre mesmo?

- Não, meu nome é Marie Lily.

- Marie Lily? - Perguntou confuso. - Por acaso, você é filha da Evans? Ela sempre achou o nome Marie bonito e queria colocar se tivesse uma filha.

- Sou...

- E quem é seu pai?

- Essa parte é mais complicada. - Cocei a cabeça, pensando em como responder sem dar falsas esperanças. - Eu tenho um pai biológico e um pai de criação, que eu considero o verdadeiro.

- Quem é o biológico?

- O Potter, infelizmente. - Revirei os olhos e ele me encarou mais confuso. - Mas foi você quem me criou, por isso eu sei essas anotações diferentes. Eu nem sabia que era você quem tinha criado, nunca me falou sobre isso.

Diário de uma PP: Potter Perdida (Livro 02)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora