Encostos pocket da Téri

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P.O.V. Astérope

Eu tinha sorte que o meu pai tinha coração mole, inventei uma história para ele me deixar sair. Provavelmente, a minha mãe vai me colocar de castigo (junto com o papai), mas tudo bem. Eu tinha que permanecer ao lado de Magni, sabia o quanto era perigoso, principalmente com o local combinado com seu pai era um bar na Travessa do Tranco. Não confio no meu sogro nem a pau, por mim estaria morto junto com a minha sogra.

Apesar de tentar colocar roupas para ficar menos discreta, o meu cabelo não ajudava muito e me destacava no Beco Diagonal. Magni ficava repetindo para eu ficar ali para me proteger, como se eu precisasse ser protegida de alguma coisa. Escutei passos rápidos e me virei com a varinha em punhos, pronta para atacar, mas era Evans.

- Calma! - Disse erguendo as mãos para cima. - Eu não vou deixar vocês irem sozinhos.

- Você também? - Carrow revirou os olhos. - Vocês tem que parar de ser teimosos, é o meu pai, não fará nada. Vão se arriscar, por quê?

- Porque a gente te ama e...

- Se seu pai fosse inofensivo, você não falaria sobre se arriscar. - Completei.

Magni apenas continuou a andar, tentando não discutir, sabia que não íamos mudar de ideia de jeito nenhum. Wyndie nos puxou de repente, quando estávamos em frente a entrada da Travessa. Olhei-o sem entender.

- É melhor a Téri ficar no meio e levemente à frente de nós.

- Por quê?

- Seria arriscado, prefiro que eu...

- Nini, ela é uma Black e anda com mais confiança do que nós dois juntos. Acredite, irá ser melhor e teremos menos chances de sermos atacados.

- Verdade... - Concordei, afastando-os , mas Magni segurou no meu braço.

- Você não pode, vai ser perigoso!

- Magni Carrow, não irá, Wyndie tem razão. - Falei olhando em seus olhos. - Vamos.

Agora fui eu quem os ignorei para que não arranjasse mais nenhuma desculpa. Adentrei aquele lugar meio estranho, mas que conhecia por algumas visitas com a minha mãe. Magni tinha avisado que seria em um bar, logo reconheci o lugar, abri a porta com força para que batesse e chamasse atenção mesmo. Talvez, apenas talvez, eu ame quando as pessoas me olham, ame ser o centro das atenções.

Um homem parecido com meu namorado, sentado próximo a uma janela, nos olhou com raiva. Fácil achar o meu sogro, sempre parece estar de mal-humor. Também... se eu fosse um idiota como ele também seria assim. Sentamos à sua frente, mesmo tendo um lugar vago ao seu lado, não confiávamos em deixar Magni sozinho ao lado daquele desgraçado.

- Eu te chamei, não os seus namoradinhos mestiços. - Disse com um sorriso falso. - Ah, espere, a filha do traidor do sangue é sangue-puro, soube das últimas notícias.

- Pai, por favor, o senhor falou que íamos conversar normal.

- Falei que queria conversar com você, mas não falei nada deles.

- Somos os namorados do seu filho. - Evans sussurrou parecendo entediado. - A culpa não é nossa que é tão burro que não sabe o que o amor signfica.

- Mestiço insolente...

- Pai, por favor, não irei repetir.

- Eu trouxe alguns papéis, irei passar os nossos negócios para você, como é de direito.

- Qual a condição? - Perguntou nervoso.

- Simples. Volte para casa e também...

- Nada feito. - Eu o interrompi fuzilando-o com os olhos. - Magni não irá com você.

Diário de uma PP: Potter Perdida (Livro 02)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora