Sherlock Holmes

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P.O.V. Alvo

Se eu estava puto? Imagina! Minerva apenas conversou com a bosta do garoto, deu uma suspensão de duas semanas, e nem chegou a chamar a tia Hermione para contar. Eu não tinha contado para Scorpius, Perséfone, Delphini, Blásio ou Mattia, a pedido de Rose, mas isso não significa que eu ia ficar quieto. Então, resolvi bolar um plano com todo o meu ódio e fazer o que aquele babaca merecia.

Eu enviei uma carta (com alguns toques de feitiços para não deixar pistas) como se fosse Rose e combinando de ir até a torre de Astronomia encontrar o idiota. Usei um feitiço conjurador, ensinado por Bellatrix, convocando uma máscara que os comensais usavam durante a primeira e segunda guerra. Esperei dar meia-noite e subi até aquela torre gigante, tão vazia quanto os corredores do castelo. Logo vi o tal Max esperando perto da parte sem parede do local, todo animado como o bom babaca que era. Ele se assustou quando eu apareci, olhando ao redor e sem conseguir me ver.

- Rose? - Perguntou.

- Não... - Falei sorrindo e brincando com a minha varinha, indo em sua direção.

- Ah... cara, melhor sair, eu tenho um encontro.

- Eu sei, por isso eu estou aqui.

- Como assim?

- Além de babaca, é burro?

- O que você quer, cara?

- Quero vingar Rose... - Sussurrei indo ao seu encontro.

- Sai daqui, seu louco.

- Eu sou louco?

- Faço o que você quiser, mas não faça nada comigo, por favor.

- Você não soube respeitar o não dela, por que eu respeitaria o seu?

- SOCORRO!

- Grite a vontade, fiz um feitiço antes para que temporariamente essa sala fosse a prova de som. - Falei de tom sarcástico. - Apesar de ser divertido ver seu desespero, eu tenho mais coisas que fazer...

- Por favor, não...

- Apicula Maleficum! - Gritei, conjurando um enxame de abelhas negras.

Os animais foram em sua direção loucamente, deixando-o desesperado. Tentou fugir, mas não conseguia, nem com a varinha estava. Sorri ao perceber o que estava para acontecer. O tal Max em desespero, pulou da torre e (provavelmente) morreu. Lembrei do escorregador secreto que Lilu tinha me contado e usei-o, saindo daquela parte do castelo por esconderijos, assim ninguém ia perceber. Rapidamente cheguei ao quarto e eu me deitei na cama, fingindo não estar acontecendo nada. Felizmente, Scorpius estava dormindo ainda e nem percebeu. Escutei corridas pelo corredor e a porta abrindo abruptamente.

- ACORDEM! ACORDEM SEUS VAGABUNDOS! - Blásio sendo delicado com um cavalo.

- O que foi..? - Perguntei ressonando e com cara de sono.

- Um ser acabou de se jogar da torre de Astronomia!

- Credo... - Resmunguei em uma careta triste. - Vamos, Scorp!

- Eu já vou, pai... - Murmurou ainda dormindo.

- Ele está dormindo, melhor deixar... vamos?

- Vamos! Corremos até a parte exterior do castelo e havia vários alunos lá. Eu fingia estar triste e assustado, por dentro eu estava com vontade de rir, mesmo que fosse um pouco demais. Minerva passou por todos e parou ao ver o corpo do babaca ali todo torto no chão. Começou a nos afastar, mandando voltarmos para os dormitórios. Paramos no salão comunal, Mattia tinha ficado assustado, então Blásio pediu para que ficassem juntos, para poder acalmá-lo. Avisei que ficaria um pouco ali, falando que tinha me dado insônia e fiquei deitado no sofá. Depois de alguns minutos, com todos voltando a dormir, escutei um arranhar de garganta.

Diário de uma PP: Potter Perdida (Livro 02)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora