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Capitão fodástico

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P.O.V. Marie

- É rápidinho... - Sirius repetiu novamente na porta.

- Eu sei, cachorrão. - Sorri e dei um selinho.

- Eu vou e já volto.

- Então vai logo, por favor.

- Cuidado com os meus pais, qualquer coisa, pode matar, já são defuntos mesmo.

- Não se preocupe, vai antes que Pontas te ligue por vídeo chamada de novo.

- Nem me fale, estou traumatizado.

Virou-se, mas voltou e deu mais um selinho, só depois se transformou na sua forma animaga. Ele, Tiago, Lily e Remo tinham combinado de se encontrar só para uma breve fofoca. Eu, obviamente, não quis ir, mesmo que Sirius insistisse, era algo para os quatro apenas e não queria atrapalhar.

A casa estava quieta demais, olhei ao redor e nada, mesmo que fosse cedo demais e os bebês estavam dormindo. Subi as escadas correndo apenas para conferir e encontrei Walburga no quarto dos gêmeos, ajudando Alphard a andar. Achei estranho, mas relaxei um pouco, querendo ou não o medo de Sirius tinha passado um pouco para mim. Ela parecia estar sorrindo novamente? O que Alphard tinha para sempre deixá-la assim?

- Por que está parada aí na porta? A casa não é sua agora?

- Eu gosto de observar. Alphard gostou da senhora.

- Foi Sirius quem escolheu o nome?

- Foi, por quê?

- A cara dele... colocar nome do tio que o ajudou e nos traiu. Só não entendo a garota se chamar Bellatrix.

- Eu escolhi, apesar de tudo, eu a admiro, uma grande bruxa. Um pouco louca e obcecada, mas poderosa, habilidosa e fiel, qualidades que eu mais gosto em uma pessoa.

- Então por que se casou com meu filho?

- Ele tem todas elas e um coração de ouro acima de tudo. - Suspirei e sentei no chão, próxima a eles, observando meu filho se equilibrando.

- Sirius foi aonde?

- Encontrar Tiago, Lily e Remo.

- Hum... você não os chama de pais?

- Não muito, eu prefiro chamar Severo de pai. Um silêncio tomou o quarto, enquanto Alphard tentava andar até mim, mas sem segurar. Toda hora suas perninhas amolecem e ele cai sentado no chão. Veio até mim, engatinhando, colocando a mão em meu rosto.

- Ma-mama... - Disse ainda engasgando, mas era a primeira vez.

- É a mama, Alfie? - Falei quase chorando, coisinha mais fofa.

- Alfie. - Repetiu batendo as mãos.

- Ah, não acredito que seu pai perdeu isso! Trata de repetir, ele vai se acabar de tanto chorar.

O bebê foi engatinhando para a avó e deu as mãos para ajudá-lo. É tão incrível a inocência, aceitar assim facilmente uma ajuda, confiar facilmente em alguém.

- Pelo pouco que ouvi falar, você é bem conhecida em todos os lugares, não? Representa o nome da família Black entre todos os tipos de bruxos, ao contrário de ser Sirius.

- O que quer dizer com isto?

- Se fosse no meu tempo, Sirius teria que ser o responsável pela imagem da família, enquanto você apenas se submete e tem herdeiros, principalmente se fosse sangue puro. - Fiz uma careta, aquilo é totalmente horrível. - Eu não penso assim, por isso casei com Orion, por ser alguém que conheço desde criança, ainda respeitava algumas opiniões minhas para escolher algo pela família. Fora esse privilégio que tive graças ao meu marido, a minha única função sempre foi garantir herdeiros para manter a linhagem e criá-los.

Diário de uma PP: Potter Perdida (Livro 02)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora