Médico particular

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P.O.V. Marie

Os últimos três dias parecia que eu estava em um universo paralelo... O primeiro e último dia passando com Blásio e Lilura. No segundo, Draco e Pansy também resolveram ir conosco para aproveitarmos o tempo juntos. Porém, tudo tinha passado tão rápido e eu tive que me despedir de Blás.

Retornei para casa, ainda um pouco sem acreditar que eu nunca mais o veria novamente. Pelo menos, desta vez, eu tinha conseguido me despedir e me aliviava um pouco que ambos passamos tempo com nossa filha. Cheguei em casa, vendo Sirius e Tiago brigando enquanto jogavam cartas. Até mesmo coisas como essa me fazia sentir minimamente feliz, me distraía do que tinha acontecido.

- Estão brigando por causa de um jogo?

- Pontas está me roubando na cara dura, acredita? - Acusou-o. - E aí, raposinha?

- Estou bem... mas a Ninfadora pediu para conversar com você também?

- Não, mas o Frank e a Alice pediram.

Fiz uma careta, deveria ser algo com o desgraçado, apenas torcia para que ele sofresse. Subi para poder tomar banho e relaxar, trocando de roupa e beliscando algo na cozinha. Não estava com muita fome, muito estranho para mim. Recebi uma mensagem no celular e desci, Ninfi tinha chego junto dos Longbottoms. Sentei ao lado de Sirius, ainda estava cansada e encostei a minha cabeça em seu ombro, que me fez carinho no meu cabelo.

- Marie, temos algo muito importante para conversar...

- Percebi.

- Ontem, o seu filho, Régulo, foi lá no quartel general. Não sei como, mas torturou um pouco o Lestrange sem varinha de uma forma descontrolada. Só queremos avisar, ficamos preocupados com Reg.

- Foi tão horrível assim? Rabastan merecia, seria estranho se nenhum dos meus filhos fossem.

- Olha, ele fez algo terrível conosco também. - Alice disse calmamente. - Mas o olhar de Régulo era algo terrível... me arrepio só de lembrar.

- Nós iremos conversar com ele, Alice. - Sirius disse enquanto segurava a minha mão. - Era apenas isso?

- Está marcado um julgamento para o Lestrange, mandaremos as informações dos lugares, precisamos que vocês testemunhem.

- É claro...

Eu permaneci quieta para evitar de falar algo que eles não consideram bom. Além de que eu estava cansada e estressada, não ia brigar por pensamentos diferentes com amigos. A maneira como Alice falou sobre Régulo, me lembrava muito a mim mesma. Sei o que não é bem visto pela sociedade e como gosta de torturar alguém não é um sinal de ser uma boa pessoa... mas quando se tratava de vingança, era muito prazeroso.

- Raposinha, você não vai tentar fazer nada, não é?

- Ainda não.

- Temos que conversar com Régulo... - Eu me joguei para trás e ele acompanhou com os olhos. - Eu sei que você acredita que foi a atitude certa, mas é o nosso filho... sabemos como sempre se sentiu melhor na magia das trevas e não queremos que ele chegue ao ponto de se destruir.

- Acho que não está ainda nesse ponto, foram apenas as emoções à flor da pele.

- Apenas para evitar, por favor? - Segurei-me para não revirar os olhos e apenas assenti. - Obrigado.

- Eu tenho que descansar... - Falei me levantando. - Cuido das crianças esta noite e amanhã, não precisa se preocupar.

- Marie.

Apenas subi as escadas, eu realmente estava cansada, parecia que estava carregando um saco de cimento nas costas. Eu me joguei na cama, fechando os olhos, mesmo que o sono não viesse, ia ter mais disposição depois. Respirava lentamente, prestando atenção no som e o movimento da minha barriga.

Diário de uma PP: Potter Perdida (Livro 02)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora