ᴍᴀs ᴏ ǫᴜᴇ ᴇ́ ɪssᴏ ᴀʀᴛʜᴜʀ?

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FAMILIA VÃO ASSISTIR PELA TWITCH A FINAL DAS DONAS DO JOGO AAA( primeiro camp presencial fem respeita ta)


Estaciono no restaurante a alguns carros de distância do dele. Eu o observo entrar no local. Vejo alguém se levantar para abraçá-lo-uma garota-e cerro tanto o maxilar que meu queixo dói.

Só pode ser ela.

As palmas de minhas mãos começam a transpirar. Não sei se realmente quero vê-la. Mas sei que de jeito nenhum vou sair daqui, tendo ela tão perto, sem pelo menos entrar e passar pela mesa deles. Preciso saber. Preciso saber o que fiz com ela.

Pego meu laptop antes de entrar, assim posso ter no que me concentrar enquanto fico sentado sozinho. Ou pelo menos posso fingir que estou concentrado em algo. Quando entro, não consigo ver o rosto dela para saber se é mesmo Carolina. Ela está de costas para mim. Tento não encarar, porque não quero que o pai dela me veja prestando atenção neles.

 - Mesa no meio ou no canto? - pergunta a garçonete.

Indico com a cabeça a mesa atrás da deles.

- Posso ficar com aquela?

A mulher sorri e pega um cardápio.

- Hoje é só para uma pessoa?

Assinto e ela me leva para a mesa. Meu coração está batendo tão acelerado que nem mesmo encontro coragem para olhar para ela quando passo por ali. Eu me sento de modo a ficar de frente para o lado contrário. Vou criar coragem daqui a alguns minutos. Não há nada de errado em estar neste restaurante. Não sei por que sinto como se estivesse infringindo a lei, sendo que só o que faço é me sentar para comer.

Minhas mãos estão entrelaçadas à minha frente na mesa. Tento pensar numa multiplicidade de motivos para me virar e olhar por cima do ombro, mas tenho medo de não conseguir parar de olhar. Não sei que tipo de danos causei a ela e tenho medo de ver que ela está triste, se eu olhar em seus olhos.
Mas tenho medo de não saber se ela pode ser feliz se eu não olhar em seus olhos.

- Só estou meia hora atrasado. Carol. Dê um desconto - diz o pai. Ele disse o nome dela. Sem dúvida nenhuma é ela. Nos próximos minutos, talvez eu fique cara a cara com a garota de quem eu quase tirei a vida.

Felizmente, um garçom aparece e anota meu pedido, me distraindo de mim mesmo. Não estou com nenhuma fome, mas faço um pedido de qualquer maneira, porque, que tipo de gente entra em um restaurante e não pede comida? Não quero chamar atenção para mim.

O garçom tenta puxar conversa comigo sobre o fato de que o cara atrás de nós é igualzinho a Caio Voltan, o ator. Finjo que não sei de quem ele está falando, e o garçom não fica nada impressionado. Só quero que ele saia daqui. Finalmente, quando ele vai embora, eu me recosto para ouvir mais da conversa deles.

- Então, é isso. Estou um pouco chocado, mas está acontecendo - diz o pai dela.

Espero pela resposta dela. Perdi o que ele acabou de dizer à filha, graças ao garçom xereta, mas o silêncio da garota prova que não é algo que ela quisesse ouvir.

- Carol? Vai dizer alguma coisa?

- O que quer que eu diga? - Ela não parece feliz. -  Quer que eu te dê os parabéns?

Sinto o pai dela se jogar no encosto do assento. 

 - Bom, achei que você ficaria feliz por mim - diz ele.

- Feliz por você?

Tudo bem. O que quer que ele tenha dito a ela a deixou irritada. Ela tem coragem, isso tenho de reconhecer.

The Date~Volsher Adaptation~Onde histórias criam vida. Descubra agora