MATHEUZINHO.
RIO DE JANEIRO — RJ.
Fui até a Thaynara e abracei ela, ela se tremia inteira chorando pra caralho.
— Tu tá bem? — perguntei mais ela não me respondeu, só chorava. — Ele fez alguma coisa contigo? — ela tenta falar mais não conseguia.
Abracei ela e peguei meu celular ligando pra Madu, pedi pra ela vir pegar a Thay, prendi melhor a toalha no corpo dela e ela segurou minha mão.
— Tá tudo bem agora. — ela não disse ou fez nada, continuou segurando firme a toalha enquanto chorava. — A Madu tá vindo te buscar tá? Eu vou resolver essas paradas aqui e vou pra lá.
Maurílio se arrastou e se encostou no sofá ficando sentado. Madu chegou uns minutos depois já pegando a Thay e levando ela pro quarto, daqui da sala eu ouvia o choro dela, e isso me deixava louco de ódio, e saber que o cara que fez isso tá bem aqui na minha frente me deixa mais louco ainda.
— Não Matheus. — Ramon fala me segurando, impedindo que eu vá pra cima dele. — Chega irmão, ele vai ter o dele, a polícia tá chegando.
[...]
Cheguei na minha tia e entrei procurando a Thay, mas na sala só estava minha tia, a Madu e o Ramon.
— Cadê ela?
— Quis ir pra tua casa, ela tomou um banho, minha mãe deu um calmante pra ela, e ela pediu pra ficar sozinha. — Madu conta. — Sai de lá ela estava deitada no teu quarto.
— O que resolveu lá? — Ramon perguntou.
Explico pra eles o que foi resolvido na delegacia.
— Pelo menos esse desgraçado tá preso. — minha tia fala irritada.
— Conseguiram falar com a mãe dela?
— Não irmão, o celular tá fora de área, a Thay disse que é o lugar e que lá é assim mesmo, mas amanhã ela chega. — assenti.
— Eu vou lá vê ela. — me despedi deles e agradeci.
Sai dali indo pra minha casa, cheguei e tava tudo quieto, subi logo pro quarto, abri a porta devagar e tinha a visão dela dormindo, o rosto vermelho e os olhos inchados denunciavam o tanto que ela chorou. Entrei e fui andando até a cama, me sentei no chão do lado da cama, levei a mão até o rosto dela fazendo carinho.
— Você demorou. — ela falou ainda de olhos fechados.
— Mas agora eu tô aqui. — ela abriu os olhos e sorriu fraco, minimamente.
— Vem pra cá. — ela se sentou na cama e bateu no colchão.
Levantei, sentei na cama encostado na cabeceira e ela sentou no meio das minhas pernas deitando no meu peito, abracei ela e ela também me abraçou.
— Você me desculpa por não ter te contado? — a voz dela já estava embargada denunciando o choro.
— Só quero entender o motivo de tu ter feito isso. — falo e ela me olha. — Eu não te passei confiança, ou o que?
— Claro que não. Você sempre me passou confiança, sempre! Eu não queria te enfiar no meio disso tudo.
— Aí passou essas parada toda sozinha? Abrindo mão das tuas coisas sem necessidade. — ela abaixou a cabeça, mas eu levantei fazendo ela olhar pra mim. — Tu sabe que eu daria esse dinheiro né?
— Eu sei, por isso eu não queria te enfiar nisso, ele ia tá sempre pedindo. — ela respira fundo. — Ele ainda falou que o pessoal que ele estava devendo ia vim atrás de você, do Théo e da minha mãe.
— Que filho da puta.
— Por isso que eu agi no impulso, não queria você nesse meio também, já bastava minha mãe e o Théo. — assenti entendendo o lado dela. — Me desculpa amor. — ela pede e eu sorri beijando o rosto dela.
— Tá tudo bem preta. — abraço ela. — Eu só fico imaginando tu passando por essas paradas sozinha, sem poder falar.
— Foi difícil. — ela se afasta e senta de frente pra mim. — Mas pior foi ter que ficar longe de você, sério.
— Porra, piores meses. — afirmei. — Tava pra ficar maluco longe de você.
— Sua tia falou comigo. Umas duas semanas atrás, eu esbarrei com ela no mercado, e ela comentou de como você estava, e me destruiu tanto saber o que eu tava causando.
— Esquece isso amor.
📍oi vidinhas, apareci. e hj ainda volto com mais.
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beijinhos!!!!!
