MADU.
RIO DE JANEIRO — RJ.
Mais um vez Ramom vacilando e eu já estava de saco cheio.
— Não Thay, tô cansada.
— Amiga calma, tem que ouvir ele também. Ele saiu mas ele te disse que ia sair.
A campainha tocou e eu sabia que era ele. A Thay levantou e abriu a porta, eles se abraçaram e ele entrou.
— Tô no Matheus, depois vão lá. — assenti e ela saiu.
Ramom veio até mim e tentou me beijar mais eu virei o rosto, ele respirou fundo coçando a nuca.
— Preta, eu sei que eu vacilei. — ele fala me olhando enquanto eu olhava pro canto da parede. — Olha pra mim. — continuei na mesma. — A real é que eu não sei mais como agir.
— Aí, tu age indo pra farra, ficando com Deus e o mundo, fazendo o que tem vontade e depois você vem atrás de mim, E EU TROUXA, fico quieta, não falo nada relevo. — olho pra ele.
— Amor não é assim...
— É sim, e chega disso Ramom, toda vez é isso, não quero mais não.
— Para com isso Maria, vamo conversar. Não faz isso.
— Esse tempo tudo "juntos" e você sempre nessa, nunca tomou a atitude que eu sempre quis que você tomasse.
Ele me olha surpreso e eu desvio o olhar dele.
— Preta eu nunca falei nada por não saber se você queria.
— E agora que você sabe que eu quero, o que você vai fazer?
Ele ficou me olhando, tentou dizer algo mas não saiu nada.
— Eu já esperava isso, pelas tuas atitudes eu já esperava.
— Não...
— Vai embora Ramom, não temos mas nada o que conversar.
Fui em direção da porta e abri, ele veio até mim ficando frente a frente.
— Eu quero te falar que...
— Tchau Ramom. — empurro ele de leve pra fora de casa e fecho a porta.
Respirei fundo prendendo o choro que queria mais que tudo vir, andei pela sala olhando pra cima por uns minutos e eu estava conseguindo prender o choro, mas quando o Matheus entrou, ficou me olhando e abriu os braços me chamando pra um abraço, foi o fracasso de todo aquele esforço.
— Não chora Maria. — ele fala baixinho apertando o abraço. — Ramom tá vacilando, eu tô ligado mas não chora.
— Eu desconfiava que ele queria só ficar sem compromisso, mas eu não sabia que saber disso com certeza ia doer assim.
— Ele falou? — neguei. — Então Madu, mano cês tem que parar com essa bronca. — ele foi andando até o sofá ainda abraçado comigo. — Tem que sentar e conversar sério pô, sem essa de adiar, ou relevar. — assenti ainda aconchegada no peito dele. — Ele tá lá em casa, chegou lá doido, tá conversado com a Thay.
— Atoa, isso é cena dele só pra vocês não ficarem bolados com ele.
— Madu, conheço o Ramom. E não é cena não.
— A gente pode parar de falar disso? Só quero ficar aqui quietinha. — ele beijou minha cabeça e assentiu.
— Dorme lá em casa hoje, a Thay vai dormir lá e é bom que tu distraí a mente.
— Obrigada. — sorri pra ele. — Obrigada por você sempre cuidar de mim, te amo.
— Te amo também garota. Claro que eu cuido de tu, sempre vou cuidar.
📍oi vidinhas! capítulo curtinho pq eu tô morrendo de dor de cabeça mas não quis deixar vocês na mão!
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beijinhos!!!!!
