capítulo 26.

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MADU.
RIO DE JANEIRO — RJ.

Mais um vez Ramom vacilando e eu já estava de saco cheio.

— Não Thay, tô cansada.

— Amiga calma, tem que ouvir ele também. Ele saiu mas ele te disse que ia sair.

A campainha tocou e eu sabia que era ele. A Thay levantou e abriu a porta, eles se abraçaram e ele entrou.

— Tô no Matheus, depois vão lá. — assenti e ela saiu.

Ramom veio até mim e tentou me beijar mais eu virei o rosto, ele respirou fundo coçando a nuca.

— Preta, eu sei que eu vacilei. — ele fala me olhando enquanto eu olhava pro canto da parede. — Olha pra mim. — continuei na mesma. — A real é que eu não sei mais como agir.

— Aí, tu age indo pra farra, ficando com Deus e o mundo, fazendo o que tem vontade e depois você vem atrás de mim, E EU TROUXA, fico quieta, não falo nada relevo. — olho pra ele.

— Amor não é assim...

— É sim, e chega disso Ramom, toda vez é isso, não quero mais não.

— Para com isso Maria, vamo conversar. Não faz isso.

— Esse tempo tudo "juntos" e você sempre nessa, nunca tomou a atitude que eu sempre quis que você tomasse.

Ele me olha surpreso e eu desvio o olhar dele.

— Preta eu nunca falei nada por não saber se você queria.

— E agora que você sabe que eu quero, o que você vai fazer?

Ele ficou me olhando, tentou dizer algo mas não saiu nada.

— Eu já esperava isso, pelas tuas atitudes eu já esperava.

— Não...

— Vai embora Ramom, não temos mas nada o que conversar.

Fui em direção da porta e abri, ele veio até mim ficando frente a frente.

— Eu quero te falar que...

— Tchau Ramom. — empurro ele de leve pra fora de casa e fecho a porta.

Respirei fundo prendendo o choro que queria mais que tudo vir, andei pela sala olhando pra cima por uns minutos e eu estava conseguindo prender o choro, mas quando o Matheus entrou, ficou me olhando e abriu os braços me chamando pra um abraço, foi o fracasso de todo aquele esforço.

— Não chora Maria. — ele fala baixinho apertando o abraço. — Ramom tá vacilando, eu tô ligado mas não chora.

— Eu desconfiava que ele queria só ficar sem compromisso, mas eu não sabia que saber disso com certeza ia doer assim.

— Ele falou? — neguei. — Então Madu, mano cês tem que parar com essa bronca. — ele foi andando até o sofá  ainda abraçado comigo. — Tem que sentar e conversar sério pô, sem essa de adiar, ou relevar. — assenti ainda aconchegada no peito dele. — Ele tá lá em casa, chegou lá doido, tá conversado com a Thay.

— Atoa, isso é cena dele só pra vocês não ficarem bolados com ele.

— Madu, conheço o Ramom. E não é cena não.

— A gente pode parar de falar disso? Só quero ficar aqui quietinha. — ele beijou minha cabeça e assentiu.

— Dorme lá em casa hoje, a Thay vai dormir lá e é bom que tu distraí a mente.

— Obrigada. — sorri pra ele. — Obrigada por você sempre cuidar de mim, te amo.

— Te amo também garota. Claro que eu cuido de tu, sempre vou cuidar.

📍oi vidinhas! capítulo curtinho pq eu tô morrendo de dor de cabeça mas não quis deixar vocês na mão!
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beijinhos!!!!!

Thaynara | MATHEUZINHO.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora