MATHEUZINHO.
RIO DE JANEIRO — RJ.Antes de entrar no ninho, vi o padrasto da Thay ali na frente do CT. Desviei da entrada e parei o carro ali perto dele.
— Contigo mesmo que eu quero falar. — ele aponta pra mim assim que eu abaixei o vidro. — Quero conversar contigo.
— Entra aí, tem um restaurante aqui na outra rua, a gente conversa lá.
Ele entrou e eu dei partida, no restaurate pedi um jarra de suco e ele não falava nada, então tomei a iniciativa.
— Eu tenho treino daqui trinta minutos, se você puder adiantar, eu vou agradecer.
— Eu quero conversar com você sobre a Thaynara. — assente.
— Só não entendo o motivo, tu já deixou claro que não gosta de mim, e que não aceita meu relacionamento com a Thaynara.
— E tudo isso é verdade. — ele deixa o copo na mesa. — Eu quero saber na tua intenção com ela, eu não confio em você.
— Engraçado, eu também não confio em você. — ele me olha confuso. — Já estranhava desde o início o jeito que tu trata ela, um jeito possessivo, como se ela fosse pra você.
— Você tá falando moleque.
— Moleque não, Matheus. — ele franze o rosto. — Eu não confio em você, se tem uma parada que me deixa doido, é saber que a Thay tá em casa sozinha contigo, isso me deixa doido.
— Você tá me tirando como o que?
— Duas vezes que eu tô em ligação com ela, a porta do quarto dela bate do nada, ou ela vê algum vulto. E sabe o engraçado? Só acontece quando tu tá em casa.
— Olha aqui... — ele fala nervoso.
— Olha aqui você, eu espero de verdade que a Thaynara não me procure pra falar de você, que você fez algo ou que aconteceu algo, porque não vai ficar legal pro teu lado.
— Você é muito abusado, eu não fui com sua cara não foi atoa.
— Você não ir com a minha cara, pouco me importa, o que importa é o jeito que tu trata a Thaynara, a tia e o Théo. Você não gostar de mim, não confiar em mim pra mim não tá dizendo nada, eu não tô nem aí.
Ele tenta falar mais eu não deixo.
— Eu não quero nem ouvir o que tu queria me falar, o que eu tinha pra falar eu já falei.
— Me ameaçou inclusive. — ele ri debochado.
— Se você entendeu assim, é contigo. — dou os ombros, peguei minha carteira tirando o dinheiro e deixando em cima da mesa. — Olha, tu falou que não queria eu lá na casa de vocês, eu evitei pra poupar problemas. Então vou te pedir também pra tu não voltar aqui, não tenho nada o que conversar contigo.
Levantei e deixando ele lá, e voltei pro ninho. Cheguei lá e já estava geral na academia, fui na parte das bicicletas onde estava o Ramom e o Gabriel.
[...]
— Amor relaxa, tu vai tirar de letra essa prova aí. — falo enquanto colocava o arroz no fogo.
— Eu não sei não. — olho pro celular apoiado no balcão e vejo Thaynara querendo chorar.
Ela tinha me ligado por chamada de vídeo e era visível o cansaço dela.
— Coé gatinha, o que tá pegando? Tu quer vir pra cá estudar? Eu não sei, mas nós vê uns vídeos e tenta...
— Não preto, é a TPM também, juntou tudo isso. — ri fraco e ela apoiou o rosto nas mãos. — Aqui em casa tá maior inferno também.
— O que aconteceu? — pergunto tapando a panela e sento no banco do balcão.
— Maurílio chegando bêbado todo dia, briga com minha mãe, vai pra rua de novo... — ela respira fundo. — E eu não consigo dormir tranquila, fico preocupada dele fazer algo com minha mãe.
— Esse cara é um babaca mané, porra. — falo irritado. — Tu quer vir pra cá? Tu fica aqui pra tentar ficar mais suave nessa semana de prova no curso.
— Vai ser pior Theus, eu vou ficar mais preocupada ainda estando longe. — assenti concordando. — Mas obrigada. — ela manda beijo.
— De nada gatinha, sabe que eu tô aqui pro que tu precisar. — ela assente.
— Chegou alguém aqui. — ela some da tela mas logo volta com o Théo, que segurava um pianinho que eu tinha dado pra ele. — Fala com o Matheus, dá tchau pra ele. — ele faz o que ela manda e eu dou risada.
— Fala cunhadinho. — falo com ele que fica agitado e fala algumas paradas na língua dele. — Entendi tudo menor.
— Bobo. — Thaynara ri. — Amanhã quer vir aqui em casa?
— Amor, vamos evitar né? Quero causar mais problemas pra vocês não. — ela assente desanimada. — Mas avisa tua mãe que eu tô convidando vocês pra vir aqui amanhã, pra tomar café da tarde comigo, com minha tia e a Madu.
— Vou avisar amor, mas se ela não for eu vou.
— Eu te busco minha gata.
— Vou vê o Théo aqui tá? E vai vê teu arroz.
— Caralho... — levanto e vou até o fogão e vejo que quase queimou. — Olha só o que tu faz cara. — olho pra ela e desligo o fogo.
— Eu nada. — ela gargalha. — Antes de dormir eu te ligo, beijo.
— Beijo. — falo e ela desliga.
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