capítulo 25.

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MATHEUZINHO.
RIO DE JANEIRO — RJ.

— Droga? — a Thay e a tia pergunta surpresas.

— É, o cara falou.

— Meu Deus. — a tia sussurrou tapando o rosto.

— Mãe, esse cara não pode mais ficar aqui. — a mãe dela assentiu. — Como que pode? Além de ser um viciado, ele coloca a gente em risco. Imagina se o Matheus não tá aqui... o que eles iam fazer com a gente?

— Quando ele chegar, vai ser só pra juntar as coisas dele filha. Eu não quero ele aqui mais.

— Esse cara é um doente. Olha eu tô ligado que ele é o "alicerce" de vocês aqui, mas cês podem contar comigo.

— Obrigada por isso amor. — minha namorada levantou e sentou do meu lado me abraçando. — Obrigada por tudo que fez por nós hoje.

— Não tem que agradecer preta. — selo nossos lábios e ela sorri desanimadinha.

— Eu vou colocar o Théo pra dormir tá? — a tia fala meia aérea. — Vigia o bola Theus. — assenti e ela saiu com o Théo sumindo no corredor.

[...]

— Matheus, quando a Thay falou que você sabia cozinhar eu não levei fé. — gargalhei e fiz um toque com ela que estendeu a mão pra mim.

— Tirei onda tia? — ela assentiu.

— Muito.

— Ele se vira bem mãe, eu te disse. — Thay fala bebendo o suco.

A porta abriu e a tia levantou indo até lá e nós fomos atrás.

— Chegou? Resolveu aparecer? — a tia fala e ele ri debochado. — Aproveita que eu já te ajudei juntando todas as tuas coisas.

— Como é que é? — ele pergunta indignado.

— Tá surdo? Você vai embora da minha casa, eu não quero você na minha casa mais, NÃO QUERO.

— Você tá louca Mara?

— Louco tá você, você ter seu vício problema, mas trazer isso pra dentro de casa é outra coisa. DOIS CARAS ARMADOS, entraram aqui hoje cobrando dívida tua. Tu tem noção?

Maurílio abaixou a cabeça sentando no sofá.

— Se não fosse o Matheus, eu não sei o que teria acontecido. Você sumiu, sumiu sabendo do teu filho no hospital, pegou o dinheiro que guardo pra qualquer emergência Maurílio.

— Você é podre, você é sujo, eu te odeio. Você tem que sumir daqui, e minha mãe já mandou você ir embora. — Thaynara fala alto.

— Agora vai ser isso? Todo mundo falando o que quer? Ok, vou falar também.

Ele levantou e olhou pra todo mundo rindo.

— Quando eu te conheci, eu só me envolvi pra ter um lugar pra morar, levei com a barriga e mesmo depois tendo um lugar pra ir, eu resolvi ficar porque algo aqui me prendia. — ele olhou pra Thaynara.

THAYNARA.
RIO DE JANEIRO — RJ.

— Seu miserável. — minha mãe fala com a voz falha. — A minha filha tinha nove anos.

— E sempre me interessou. Aos quinze então... — olhei pro Matheus que estava vermelho, o maxilar travado e fechando as mãos tão forte que aparecia algumas veias. — Quando ela comentaca com você que sentiu alguém no banheiro, não era mentira, quando ela reclamava que a porta do quarto amanhecia aberta, não era mentira...

— SEU...

Antes da minha mãe falar vi o vulto do Matheus passando por mim e indo pra cima do Maurílio, minha mãe não tinha reação nenhuma apenas chorava, e eu ainda estava aérea com esse tanto de coisa, Matheus desferia socos e mais socos no rosto do Maurílio que estava mole no chão.

— Tu é muito desgraçado. — deu um soco e segurou pela gola da camisa. — Como que tu tem coragem? — soltou o Maurílio no chão.

Ele se afastou do Maurílio que levantou ficando sentado.

— Você vai me pagar por isso, e vai ser dá pior forma, a Tha...

— Tu vai ficar longe da minha mulher, longe da Mara e do Théo. — Matheus fala pegando ele pelo pescoço. — Some daqui. 

Matheus pegou a mala de roupa do Maurílio e saiu arrastando o Maurílio pra fora da casa.

— Filha, me perdoa. — minha mãe vem até mim e me abraça chorando.

— Calma mãe, acabou. Acabou. — aperto o abraço e solto o choro que eu prendia.

Depois de um tempo, senti alguém envolvendo nós duas em um abraço e pela fragrância do perfume soube que era o Matheus. Olhei pra ele que selou nossos lábios e beijou a cabeça da minha mãe.

— Vai ficar tudo bem, a gente tá junto nessa. — ele fala nos olhando e a gente assente.

duas semanas depois...

— Mãe vai tranquila, não fica nervosa e nem preocupada. Eu vou pro Matheus com o Théo, a gente vai no Ramom.

— Tá bom filha, já deixei a bolsa dele pronta. — ela me abraça. — Me deseja sorte.

— Boa sorte mãe, já deu tudo certo.

Ela sorriu e pegou sua bolsa saindo. Uma amiga da minha mãe conseguiu um emprego pra ela como recepcionista de um consultório, hoje seria a entrevista e ela deixou o Théo comigo, aproveitei que o Théo estava dormindo e fui tomar um banho, me arrumei e liguei pro Matheus avisando. Quando terminei de prender meu cabelo, o Théo acordou, dei um banho nele e ajeitei ele esperando o Matheus chegar. Nessas duas semanas o Matheus grudou em mim que nem carrapato, ele estava preocupado e era bem visível, por eu não ter conversado sobre tudo o que aconteceu, ele e minha mãe achava que a qualquer momento eu poderia desabar, eu estava fazendo tantas coisas que não me permiti parar pra pensar nisso. Consegui um trabalhinho na biblioteca do curso, então quando eu acabava a aula, eu trabalhava lá, o dinheiro era por semana, toda sexta eles pagavam, e isso tava ajudando demais.


📍oi vidinhas.
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beijinhos!!!!!

Thaynara | MATHEUZINHO.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora