Eu sou um cúmplice

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Ele retribuiu o abraço de seu pai, não sabia o quanto estava com saudades disso até sentir-se envolto por aquele abraço quente e aconchegante, o coração que antes estava acelerado, agora se acalmava aos poucos

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Ele retribuiu o abraço de seu pai, não sabia o quanto estava com saudades disso até sentir-se envolto por aquele abraço quente e aconchegante, o coração que antes estava acelerado, agora se acalmava aos poucos. Seojun acariciou o cabelo de Jisung antes de se afastar dele, para olhar seu filho, que não via há muito tempo.

- Por que você veio para cá sozinho? - ele perguntou preocupado.

- Longa história pai, mas por que o senhor veio?

- Sua mãe quer reformar essa casa. Ela me mandou para ver como está a situação.

- Reformar? Para quê? Está em um lugar completamente destruído!

- Você ficou tempo demais longe da capital! - ele riu - O governador anunciou um projeto de reconstrução de Oealea.

- Achei que ele estaria mais focado em capturar os fugitivos.

- Está tudo nas mãos do General Hwang.

Não era uma notícia boa, se começassem a reconstruir esse lugar, os meninos teriam que procurar um outro refúgio e eles não sabiam aonde ir. Mas o foco agora seria encerrar a conversa o mais rápido possível e fazer que seu pai saísse.

- Pai, vamos continuar essa conversa em casa, pode ser? Estou muito cansado e com saudades da mamãe.

- Sua mãe também estava morrendo de saudades, sentia até culpa por não estar em casa no momento em que você desapareceu! - como um clique, Seojun lembrou de um importante ponto - Como você conseguiu fugir daqueles Yxenianos?

- Yxenianos? Eu nunca estive com eles, pai.

- Que estranho, o general Hwang garantiu que você estava com eles... Mas você primeiro precisa descansar, depois me conta tudo isso, vamos para casa.

Seojun se dirigiu para a porta com Jisung ao seu lado, os meninos no andar de cima se entreolharam e esperaram o barulho do carro para poderem descer. Mas não foi bem isso que aconteceu.

Lá fora tinha dois seguranças e um motorista na frente do carro de Seojun, Jisung não conseguiu segurar a vontade de olhar ao redor e procurar por Minho, mostrando seu claro nervosismo e receio, o que não passou despercebido por seu pai. No momento em que o motorista abriu a porta do carro para que Jisung entrasse, um barulho de disparo foi ouvido, que acertou o pneu do carro precisamente, próximo à perna de um dos seguranças.

Todos entraram em alerta, os seguranças com toda certeza estavam preparados para que coisas como essas acontecesse, então sacaram suas armas e miraram para onde haviam ouvido o disparo, um deles se aproximou daquele lugar escuro, que era um ótimo lugar para se esconder, pois tinha um pedaço de uma parede que servia como esconderijo na escuridão.

Nem chegaram tão próximos até acontecer mais um disparo contra os seguranças, agora acertando o braço de um deles, mas ele disparou de volta, Minho que estava escondido lá atrás se escondeu novamente, havia sido muito próximo ao seu rosto, um pouco mais e não estaria vivo. Os seguranças dispararam simultaneamente, sem dar tempo para que o Lee revidasse, os garotos dentro do casarão evitaram descer, pois muitos desses disparos passavam facilmente pela madeira velha da casa, se descessem poderiam ser atingidos, Jisung e Seojun só puderam usar o carro como escudo.

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