Preço da Sobrevivência

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Os dois correram até sentirem seus pulmões ficarem sem ar e suas pernas implorarem por descanso

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Os dois correram até sentirem seus pulmões ficarem sem ar e suas pernas implorarem por descanso. Os dois se apoiaram em uma árvore, para continuarem em pé.

- Pode ir. - o Lee disse de repente.

- O quê? - o Hwang ficou confuso.

- Eu te disse que se ajudasse, o deixaria ir. - Felix tentou sorrir, sem sucesso - Volte para sua vida.

- Sabe que vou continuar procurando por vocês, como esses policiais de hoje.

- Sim, eu sei. Talvez no encontremos novamente, em outra situação de vida ou morte.

- O que dirá para eles, sobre meu sumiço?

- Que fugiu enquanto eu lutava contra alguns policiais.

Se encararam por um tempo, Hyunjin estava perplexo, não achou que esse "acordo" de última hora ia ser verdade, tampouco que a palavra desse fugitivo era válida. Talvez ele fosse diferente do que havia imaginado inicialmente.

- Até mais, Lee.

- Até, Hwang.

Hyunjin se virou para ir embora, a cada passa evitava olha para trás, não queria ver o rosto do loiro. Até porque isso era uma despedida, e Hwang Hyunjin odeia despedidas longas.

O Lee voltou ao seu caminho, indo atrás dos seus aliados, demorou bastante para que ele os encontrasse, todos estavam sentados no meio de arbustos e árvores, exaustos, assustados e tristes pela sua perda.

Eles se alertaram assim que ouviram os barulhos de Felix chegando, Minho até mesmo sacou sua arma contra o Lee, mas ficou mais do que feliz ao ver que era seu amado irmão. Ele se levantou e abraçou Felix com todas as suas forças.

- Achei que tinha perdido você também... - ele murmurou enquanto abraçava seu irmão.

- Você não vai me perder tão cedo.

- Onde está o Hwang? - Changbin perguntou, dando falta do capitão.

- Ele aproveitou todo esse caos e fugiu enquanto alguns policiais me atacavam, não consegui ir atrás, estava muito escuro. Desculpa...

- Está tudo bem, você está vivo, é isso que realmente importa! - Minho se separou de Felix - Vamos para um lugar que ele não sabe, ele vai continuar nos procurando, mas pelo menos não sabe aonde vamos.

- Nem nós sabemos aonde vamos! - Bangchan exclamou.

- Mas vamos descobrir, ué! - Changbin tentou ser otimista, mas logo suspirou - Isso se não morrermos de fome.

- Gente, parem com isso! - Jisung que estava quieto até então disse - Eu consigo comida para vocês, e uma casa.

- Muito obrigada, eu até daria um beijinho na sua bochecha, mas é muito redonda. - o Lee mais velho disse sorrindo.

- Tem alguma coisa contra minhas bochechas? - o Han murmurou estressado, mas ao mesmo tempo corado, por imaginar Minho beijando seu rosto.

Todos cessaram a conversa ao ouvir passos se aproximando, eles se prepararam para o caso de acontecer mais um combate. Mas quem saiu do meio das árvores era somente um garoto sujo e com alguns rasgos na roupa.

- N-Não atirem! - ele gaguejou e levantou as mãos, para que ficassem visíveis - Sou amigo de Seungmin! O-Onde ele está...?

±

Já fazia algumas horas que Hyunjin caminhava, evitando entrar no campo de visão de algum aldeão intrometido. Para esconder sua identidade, ele até fez algo que nunca pensou que faria em vida; roubar.

Ele roubou uma capa com capuz e uma máscara. Mas para não se sentir culpado pelo seu ato, rotulou aquilo como "pegar emprestado e nunca devolver".

Era algo simples se pensasse assim.

O Hwang estava cansado, muito cansado, mas só iria ter seu amado descanso quando estivesse em casa, finalmente. Não sabia se encontraria seu pai lá, tampouco sabia como era a situação na capital. Mas só queria voltar ao seu lugar, de onde não devia ter saído.

Mas dúvidas rodearam sua cabeça quando foi parado nos portões da capital, o revistaram e descobriram sua identidade, era algo impossível de esconder deles. Porém não foi isso que o fez ficar confuso, e sim por terem barrado sua entrada e estavam tentando... O prender?

- O que está acontecendo? - Hyunjin se debateu e conseguiu se livrar do aperto dos guardas - Vocês sabem com quem estão falando? Sou o capitão Hwang!

- Sabemos com quem estamos falando, e também sabemos que agora é um foragido da lei. - uma voz familiar respondeu.

General Hwang.

- Pai? O que estão fazendo? Como assim foragido?

- Recebemos um aviso por rádio de alguns policiais de Sacred Lakes, disseram que tinham encontrado os fugitivos. Poucos minutos depois, o aviso foi de que você tinha sido visto com os Yxenianos e que havia assassinado dois policiais. - ele respondeu com uma falsa monotonia, mas Hyunjin sabia que isso carregava raiva e decepção - Está sendo preso por traição e homicídio doloso.

- Pai eu...

- Não me chame de pai, traidor. - o general se virou para seus guardas - Levem-no.

±

O Hwang foi jogado dentro de uma das celas, tendo ao seu lado um conhecido que não esperava encontrar lá, muito menos vivo.

- Você é Kim Seungmin? - o Hwang perguntou assustado - Achei que tinha morrido!

- Não, me trouxeram para cá. Ficaram me interrogando sobre os outros, e se tínhamos algum outro objetivo contra o governo. - ele respondeu - Pelo menos cuidaram do meu ferimento, não querem que eu morra. Ainda.

Enquanto conversavam, um policial abriu a cela de Seungmin e o ajudou a sair, pelo o que o policial disse, estavam o levando para outro interrogatório.

Seungmin foi levado até uma sala quadrada, com uma mesa retangular de ferro no centro e uma cadeira que parecia ser extremamente desconfortável.

- Kim Seungmin, 191, originalmente era da zona 1, mas se mudou para a zona 2 de Yxen com sua irmã mais nova, Kim Soo Hee. Essas informações estão corretas?

- Estão, senhor.

- Vamos começar então, espero que seja honesto comigo e não omita um só detalhe.

Seungmin só o encarou, sem dizer uma palavra sequer, mostrando que continuaria em silêncio.

- Vejo que não quer colaborar com as autoridades. - o policial riu - Pois acharei um jeito de fazer você dizer.

Sim, não acharam que eu ia fazer uma morte tão anti-climática para o nosso queridinho Minnie, não é? Se for para sofrer tem que ser direito!

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Sim, não acharam que eu ia fazer uma morte tão anti-climática para o nosso queridinho Minnie, não é? Se for para sofrer tem que ser direito!

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