Amigos e família

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A faca era afiada podia sentir ela atravessando levemente sua jaqueta de couro e camiseta preta, presente de Alex...queria gritar por socorro, não estava sozinho chegou a puxar o ar mais ele travou na garganta quando o agressor começou a falar.

- Oi amorzinho....

- Lucio.......?

As cicatrizes pulsaram, olhos lacrimejando o osco do fundo da sua alma vindo com uma tristeza tão avassaladora que o deixou imediatamente com dor de cabeça.

- Que bom que não esqueceu de mim, eu já fui seu namorado, eu iria ficar muito triste...

- Se você não se afastar eu vou gritar....

- Igual você fazia quando a gente ia pra cama?

O nojo na frase do assombrado fazia parecer que ele tinha ódio da lembrança compartilhada, o sentimento era mútuo.

- Você não vai fazer isso aqui, e pedir pra ser preso, e a polícia daqui não é igual a da nossa cidadezinha.

- Só o fato de te ver no chão morrendo já compensa os anos de cadeia...

- Você é doente...

- Eu fiquei muito triste em saber que você tinha vindo pra cá sábia? Primeiro você vai pra capital fazer faculdade e depois vira médico e simplesmente some, aí do nada você volta pra nossa Carpazinha, mais não fica nem um ano e vem pra São Paulo! Parece até que está me evitando...me magoou realmente.

Podia sentir uma leve inveja na voz do ex, a culpa não era dele se mesmo com aquelas cicatrizes horrendas no rosto ele seguiu e se tornou psicólogo e agora estava feliz em outra cidade vivendo sua vida.

- Não tenho culpa se você não foi pra faculdade Lúcio, você teria sido um ótimo administrador.

- Ainda pensa naquela clínica que a gente planejava juntos? Hahahaha...

Arthur sentiu o coração doer terrivelmente, os planos destruídos, todas as mentiras que saíram da boca daquele homem só queria voltar no tempo e evitar tudo aquilo, ter ouvido seu pai...

- Agora a gente vai sair da farmácia bem devagar e nada acontece com você por enquan-

O soco no rosto do homem o faz voar alguns centímetros do lugar o afastado de Arthur, olhou e viu Thiago com a expressão mais puta que já imaginou e Alex aparecer logo atrás.

- HELP!!! A mugger!!!!

- Merda!

O careca se levantou correndo e fugiu, o segurança da farmácia foi atrás mas o senhor de meia idade não conseguiu acompanhar o rapaz mais jovem.

Foi um golpe de sorte, os óculos escuros de Thiago escondiam bem o seu rosto e a voz fanha de Alex por causa da gripe, junto com o inglês o faziam parecer um gringo então duvidava bastante que o desafeto fosse associar os dois a ele.

Voltaram para a boate bastante putos e Arthur estava muito triste e muito desapontado com sigo mesmo, seu passado doía terrivelmente, queria voltar no tempo e refazer tudo.

Chegaram na boate e parecia tudo tão normal e tão bem, era como receber um abraço acolhedor de um parente muito querido, talvez esse sentimento tenha afetado bastante Arthur porque assim que olhou todos no salão conversando e rindo enquanto o pai e o sogro faziam um braço de ferro, o baixinho começou a chorar desesperado o que não passou despercebido pelo pai e pelos colegas de trabalho.

- Filho!

Brulio correu em direção ao seu menino que era apoiado por Thiago e Alex, o rosto todo vermelho e a dor estampada na sua cara, correu em direção ao pai sendo recebido por um abraço protetor.

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