- Onde você esta que ainda não chegou à galeria ? - Luísa minha chefe há quatro meses, exigiu saber. Tudo bem, ela até poderia ser dona da galeria, mas isso não fazia dela minha chefe, já o que fazia na galeria Souza não era bem um trabalho.
- Eu tô doente, uma virose muito contagiosa. Altamente contagiosa, menti querendo desesperadamente voltar ao sonho delicioso em que Nina Dobrev me perseguia para me encher de mordidas vampirescas hmmm....
Luísa suspirou.
- Você tem 10 minutos para estar aqui. Ou eu ligo para sua avó e conto que você não trabalha um dia inteiro há mais de uma semana.
Argh! Eu odiava a Luísa, principalmente essa mania de contar tudo que eu fazia ou não fizia como era o caso para a vovó.
- Ok, não precisa ameaçar já tô indo. - Eu não queria aborrecer a vovó outra vez. E sabia que havia uma boa chance dela não gostar muito de saber que eu andava matando serviço para ir ao cinema e ao parque.
Trabalhar no antiquário galeria Souza, péssimo nome aliás eu teria escolhido algo como cemitério de usados ou mercado da carrapatos, já que algumas peças era apenas lixo de pessoas mortas. Havia algumas realmente boas, mas eram poucas era um saco. Eu ficava ali dizendo aos poucos clientes que raramente entravam na loja quais peças deveriam ser compradas, quais não valiam a pena o que combinava com o que esse tipo de coisa. Claro só me candidatei a vaga porque vovó me obrigou a arrumar um emprego logo depois da minha última viagem á Holanda.
Ela não engoliu muito a história da minha prisão totalmente injusta, já que eu não sabia o que não podia ficar de amasso na rua, afinal estávamos em Amsterdã onde tudo é permitido. Aparentemente, quase sexo num beco semiescuro não é. Agora eu sabia disso.
Eu odiava a galeria quase tanto quanto odiava malhar. Mas Luísa uma nerd com um corpaço, cabelos dourados e ondulados, belo sorriso foi muito gentil em me arrumar o emprego. Cursamos a faculdade de artes juntas, e desde aquela época ela estava de quatro pela Maraisa. Ela na retribuía mas eu sentia que alguma coisa rolava entre elas, ainda que nunca tivessem saído juntas.
Graças a ela tive a desculpa perfeita quando a vovó me questionava por que eu não trabalhava em uma de suas milhares empresas.
Simples vovó poderia me vigiar de perto, e isso não era nada bom.
Vovó era uma das mulheres mais ricas do mundo. Todo ano encabeçava a lista dos mais ricos da revista Forbes. Maraisa brincava que setenta por cento do planeta e de água, quinze dos reles mortais e os outro quinze era da vovó. Exageros a parte, o patrimônio da minha vó era incalculável. E ainda sim ela se mantinha em ativa trabalhando. Em um dos escritórios ou trancada na biblioteca da mansão, conectada a as empresas do conglomerado Pereira.
Eu não tinha muito do que me queixar, apesar de ter perdido meus pais quando criança, vovó nunca deixou me faltar nada principalmente amor. Era por isso que eu estava me arrastando de seu quarto para o meu banheiro naquela manhã. Eu não queria decepciona-lá duas vezes em menos de doze horas.
Vovó como de costume havia se levantado com o nascer do sol, não a vi quando desci as escadas correndo. Minha cabeça estava zunindo, ainda com sono mas me obriguei a pegar meu cupê na garagem espaçosa e dirigir os dez quilômetros até o centro da cidade, onde ficava a galeria.
- Para uma menina rica vice parece uma indigente. - Resmungou a Luísa.
Olhei para baixo e notei que estava com a camisa do avesso.
- É a nova moda em Budapeste. Você saberia disso se viajasse mais. - Retruquei me jogando numa cadeira do século XVIII extremamente desconfortável.
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Procura-se Uma Esposa
FanfictionMaiara sabe curtir a vida, já viajou o mundo é inconsequente, adora uma balada e é louca por sua avo, uma rica empresária, dona de um patrimônio incalculável é sua única família. Após a morte de sua vó, ela vê sua vida ruir com a abertura do testame...
