Shopping

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      - Vai conta tudo, e é melhor caprichar nos detalhes torridos, se quer mesmo que eu  perdoe sua mancada. - Isa exigiu assim que a Marilia se afastou do shopping, indo a procura de um tênis novo de corrida. Ela havia se oferecido para me levar as compras depois do expediente, já que eu lançará sobre ela o dramalhão eu-onibos- pesadelo. Marilia achava divertido meu pavo de transporte público. Eu desconfiava que ela não conhecesse o maravilhoso sistema de transporte público da Suíça.

     - Não tem muito o que contar... - Eu disse a ela.

     - Ãrãã. A Marilia me fala que vocês estão juntas no mesmo quarto, depois de um jantar mega romântico, e hoje você aparece aqui, com esse sorriso besta na cara e sua esposa super-hot a tiracolo, como se não fosse nada de mais. Conta logo e não me obrigue a usar a força.

    - Os pais dela jantaram com a gente, Mara. Como pode ter sido romântico?

     - Você pediu. - Ela disse, os olhos se tornando maiores e mais brilhantes a boca ligeiramente trêmula, os ombros caídos. Suaves gemidos de dor profunda ecoava em seu peito.

     - Tá bom. - Revirei os olhos enquanto sabíamos pela escada rolante. - Pode para com o drama! A Marilia preparou o jantar e me apresentou a família dela como sua Mariara, seja lá o que isso quer dizer. Conversamos até tarde. Só isso. Eu e ela almoçamos juntas hoje e depois ela se ofereceu para me trazer ao shopping, pois precisava comprar uma roupa para o jantar de amanhã e um tênis. Os pais dela já foram para casa. Pelo que eu entendi, eles vivem numa chácara a poucos quilômetros daqui e vieram até a cidade levar o João para fazer alguns exames. Ele sofreu um acidente há pouco tempo. Gostei muito deles, são pessoas super bacanas. Como eu disse, não foi nada romântico.

    - Aí, Maih! Assim você estraga todos os meu sonhos! Quero saber da primeira noite, como foi? Não rolou nada, nadinha? Um roçar de mãos, uma olhada diferente, uma mão boba na madrugada, nadica mesmo?

     - Não! Quer dizer.... - Desviei os olhos dela. - A gente conversou um pouco no escuro, depois a Marilia dormiu e no meio da noite meio que.... Me abraçou e sussurrou meu nome uma vez. Ainda estava me abraçando hoje de manhã. Fingi que estava dormindo quando ela acordou, ela não tocou no assunto, nem eu.

    Eu acordará estranhamente mais cedo que o costume naquela manhã. Talvez fosse pelo calor que ele envolvia. Era delicioso demais para permanecer inconveniente. Marilia ainda estava com o braço em minha cintura, me segurando possivalmente contra seu corpo. Coloquei minha mão sobre a dela, me aconvhegando mais. Logo em seguida ela despertou. Eu soube que havia acordado pela tensão que dominou seu corpo, mantive os olhos fechado, quando ela gentilmente tentou puxar o braço, a segurei o mais firme impedindo que se afastasse, e inspirei profundamente sentindo seus seios em minhas costas. Ela esperou alguns segundos antes de puxar mão outra vez, com muito cuidado para não me acordar. Mas, ao descer da cama, bateu em alguma coisa e praguejou baixinho.

    Abri os olhos fingindo que acabará de acordar.

    - Marilia?

    - Desculpa, Maiara eu tropecei na monha bolsa., bom dia. - Disse ela,  pegando roupas limpas no guarda-roupa.

    - Bom dia. - Me estiquei toda e bocejei. - Caramba, sua cama e ótima! Nunca dormi tão bem.

    - É um ótimo colchão. - Sua voz não tinha entonação alguma.

    - Eu não te chutei nem nada, certo? Tenho o sono um pouco agitado. Pelo melo menos e o que a Isa fala. - Cutuquei, esperando ver algum tipo de reação e me decepcionado instantaneamente.

     - Mesmo? Nem notei que você estava na cama. Dormi feito uma pedra.

    Ela jamais confessaria que dormimos abraçadas quase a noite toda. E não havia o porque preciona-la. Nosso relacionamento era estritamente profissional.

Procura-se Uma EsposaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora