- Maiara? - Marilia chamou, batendo na porta do banheiro.
- Tô terminando de arrumar o cabelo, só um minuto! - Decidid não fazer nada especial nos cabelos para o jantar com a Marilia naquela noite. Porém deixá-los soltos tomavam algum tempo. Desliguei a chapinha e os escovei uma última vez. Me olhei no espelho e fiquei satisfeita com o resultado. Fechei o roupão negro mais firmemente e abri a porta.
Marilia havia saído uma hora antes. Disse que precisava resolver um problema de última hora, mas que voltaria a tempo.
- Eu me visto em dois segundos... Ei! Vice já está pronta. - Exclamei assim que vi em seu vestido magnífico escuro perfeitamente sexy, parecia ter saído de um anúncio de revista.
- Não tem muita coisa que eu possa fazer para melhorar. - Ela disse parecendo sincera em sua modéstia, o que era absurdo, já que Marilia era tudo aquilo. Qualquer atriz de Hollywood se descabelaria para ter aquele rosto, ou aquele corpo, ou aquela voz, ou aqueles cabelos..... - Você está muito bonita.
Sorri.
- Imagina o frisson que eu vou causar aparecendo no restaurante vestida assim... - Brinquei, ela sorriu em resposta. - Fico pronta em um minuto, hum..... Você também está linda.
- Obrigada. Não precisa ter pressa, estamos bem de tempo.
- Tá já volto.
Marilia esteve um pouco distante o dia todo, não que alguma vez tenha estado proxima. Tudo bem, eu estava bêbada na noite anterior e meio que a ataquei, mas não tão fora de mim a ponto de não saber o que havia feito. Eu sentia o rosto queimar toda vez que lembrava de como tinha me jogado em cima dela e como ela havia me rejeitado. Envergonhada até a medula, me obrigue a pedir desculpas pela manhã, enquanto ela tomava café preto. Meu estômago revirou ao sentir o cheiro, e minha língua seca salvou desagradavelmente.
- Marilia sobre ontem a noite, eu....
- Eu sei.
- Quando eu tentei.... - Comecei a retorcer os dedos frequentemente.
- Eu sei.
- Não sei o que deu em mim, acho que....
- Eu sei, não se preocupa. Está tudo bem.
- Poxa, Marilia! - Suspirei pesadamente é sorri. - Fico aliviada, por temos tido essa conversa.
Depois disso, ela agiu como se nada tivesse acontecido, e é claro fi o mesmo, mas me magoava um pouco o jeito como ela parecia querer se manter longe de mim.
Eu me enfiei em meu quarto, jogando o roupão não chão e procurando os sapatos para combinar com o vestido que eu havia usado no casamento, o único mais arrumado que eu trouxe da minha antiga vida. Não havia pegando muita coisa na casa da vovó. Pensei que, como fui deserdada, não precisaria de roupas formais enquanto tivesse ( eu tinha que admitir de uma vez) pobre.
Eu sou pobre.
Aceitar isso não surtiu o efeito que eu esperava. Não me seti melhor ao admitir minha nova posição. Dei de ombros e me sentei na cama, esmagando uma sacola.
- Mais o quê...? - Eu não havia deixado aquilo ali. Na verdade, nem conhecia aquela sacola cor de areia decorada com letras vermelhas. Peguei-a com cuidado, alcancei o pacote envolto em um papel de seda e o desembrulhei lentamente, até ver surgir o delicado vestido preto. Meu queixo caiu quando o reconheci.
Avancei correndo para a porta, mas me detive a tempo, antes de aparecer diante da Marilia usando apenas calcinha. Vesti o roupão apressadamente e voei para a sala.
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Procura-se Uma Esposa
FanficMaiara sabe curtir a vida, já viajou o mundo é inconsequente, adora uma balada e é louca por sua avo, uma rica empresária, dona de um patrimônio incalculável é sua única família. Após a morte de sua vó, ela vê sua vida ruir com a abertura do testame...
