o quarto de Alex

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POV OLIVIA BENSON

A sala ainda tinha o cheiro suave do perfume de Alex misturado ao couro novo dos móveis, e a luz baixa criava sombras douradas no contorno do seu rosto. Estávamos nos tocando, rindo baixo, respirando uma na outra, num ritmo que parecia pulsar junto com o ambiente inteiro.

As nossas testas estavam juntas quando ela perguntou, com aquele sorriso travesso iluminando os olhos:

— Amor, me deixa te prender hoje? Que tal?

A voz dela saiu macia, quase um sussurro brincalhão, e seus dedos faziam desenhos lentos em minha nuca. Eu só pude negar com a cabeça, acariciando as curvas suaves de suas costas até pousar as mãos em suas nádegas — gesto que fez a fez arquear levemente o quadril, como se o corpo dela respondesse sozinho a qualquer toque meu.

— Você sabe que eu não gosto — murmurei, com a voz rouca de quem já estava longe demais para raciocinar.

Ela bufou, fazendo até o ar entre nós tremer.

— Você não me deixa fazer nada!

Eu ri baixo. Alex sempre tinha essa mistura de drama e charme que me desmontava.

— Amor, olha ao seu redor. — Eu gesticulei como se estivesse apresentando um palco inteiro, o palco que ela tinha criado.

— Tem tanta coisa aqui pra fazer, e você só pensa em fazer o que eu não gosto.

Enquanto eu reclamava, seus dedos se enroscavam no meu cabelo, me fazendo arrepiar inteira. Quando levei dois dedos até ela, deslizando devagar contra seu nervo sensível, Alex fechou os olhos e mordeu o lábio, perdendo por um segundo toda a pose.

— Me... me deixa fa–fazer hoje, vai... — ela pediu, a voz falhando na metade da frase.

Eu continuei focada no que fazia, sentindo seu corpo estremecer ali de novo.

— Não. — Minha voz saiu firme, mas meu toque continuava suave. — Assim não, me prender não.

— Chata!

Alex bufou de novo, dramática, e escorregou do meu colo para se afastar. Eu só consegui rir, ficamos em silêncio. Ela estava fofa, corada daquele jeito. Foi então que meus olhos foram atraídos por um conjunto de couro no canto do quarto. Uma cinta. Apontei para ela com o cenho franzido.

— Posso usar em você?

Ela virou o rosto devagar, como se estivesse em câmera lenta, os olhos arregalados, era uma cinta peniana, Alex soltou uma risada.

— Eu posso usar em você? Ela sussurrou e aí ergui as sobrancelhas.

— Alexandra... — suspirei olhando para o teto — por que não? Não quero ser chamada de chata de novo.

Ela deu um sorriso largo, quase infantil, e correu até o conjunto como se fosse um presente de Natal. A cinta de couro abraçou cada linha do corpo dela de um jeito que me tirou o ar. Ela estava linda. Perigosa. Confiante e o mais importante: PELADA.

Eu nunca tinha experimentado aquilo. Nunca tinha sentido vontade. Mas com ela... era diferente. Era sempre diferente, eu quero provar. Tirei minhas roupas.

Quando Alex se ajoelhou no sofá diante de mim, com a cinta encaixada e o olhar cheio de antecipação, eu perdi a noção do resto, mal notei ela colocar um pênis de borracha não tão grande, usar um lubrificante.

— Me beija — murmurei, nua, vulnerável e entregue.

Ela sorriu, provocadora.

— Nada de beijo, detetive. — Passou lubrificante com calma, lenta como tortura. — Palavra-chave?

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora