sinais

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POV OLIVIA BENSON

Ainda eram dez e meia da noite, e continuávamos relaxando na banheira. O vinho estava pela metade — não porque tivesse acabado, mas porque simplesmente esquecemos dele.

As taças permaneciam ali, intocadas, enquanto Alex não parava de falar um minuto sequer, e eu a ouvia com atenção, gostando daquele jeito dela de ocupar o espaço.

Ela estava sentada no meu colo. Nos beijávamos devagar, meus olhos fechados enquanto sentia a boca dela na minha. Minhas mãos percorriam suas costas com calma, e as dela acariciavam minha nuca e meu rosto, como se quisesse me manter ali, presente.

— Que bom que a gente se encontrou, não é? — sussurrei, com a boca ainda colada à dela. — Sua ex é horrível.

Alex suspirou e mordeu de leve meu lábio inferior no mesmo instante em que enfiei dois dedos da minha mão direita no centro quente e sensível dela.

Seus olhos se fecharam imediatamente. Meus dedos se moviam com firmeza, precisos, arrancando dela um gemido que escapou sem aviso.

— Mmm... humm...

Alex quase não conseguiu se afastar da boca de Olivia. Seu corpo reagia inteiro, tenso e entregue, enquanto suspirava e soltava pequenos sons entrecortados. Quando abriu os olhos, encontrou Olivia sorrindo para ela.

— Amor... — falei baixinho, descendo o olhar pelo corpo dela. — Por que você não fica grávida?

Vi Alex arquear as sobrancelhas no mesmo instante. Seu corpo enrijeceu, e eu senti. Parei imediatamente o movimento dos dedos.

— O quê? — perguntei, preocupada.

— Liv... — ela se afastou um pouco, respirando fundo. — Ainda não é a hora.

Alex lamentava em silêncio e sabia. Estava molhada, excitada, e mesmo assim o momento tinha se quebrado ali. Ficaram alguns segundos em silêncio. Olivia alcançou a taça de vinho, deu um gole curto e a devolveu ao lugar.

— Por que você é assim? — perguntei, encarando-a. — Por que você nunca faz as coisas do meu jeito, Alexandra? Me diz.

Agora era eu quem estava tensa.

— Eu sei, amor... eu sei que você tem razão em algumas coisas — ela respondeu, com a voz mais baixa, quase chorosa. — Mas está cedo, sim.

Alex engoliu em seco antes de continuar:

— A gente tem um filho de quatro meses. Eu quero aproveitar cada fase dele. Se tivéssemos outro bebê agora... a gente não ia viver isso direito, entende? Não como eu quero.

Ela terminou a frase com o olhar cansado, sincero. Olivia franziu os olhos, ainda pensando naquilo.

— Você sabe que é trabalhoso ter um bebê, amor — Alex disse com calma. — É melhor esperar ele ficar um pouquinho mais velho, querida.

Olivia assentiu, mesmo ainda tentando entender se Alex realmente tinha vontade de engravidar ou não.

— Você tem vontade de ter um...?

— Morro de vontade... — Alex respondeu com um sorriso bobo. Suspirou antes de continuar. — Seria estonteante. Seria incrivelmente lindo...

Ela riu, daquele jeito empolgado que fazia Olivia sorrir junto. Olivia nunca tinha visto Alex falar disso com tanto brilho nos olhos.

— É verdade... seria mesmo — respondeu, terminando o restante do vinho da própria taça antes de dar um gole na taça de Alex.

— Me desculpa, amor... por isso — Alex disse, mais suave. — Só não é a hora ainda.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora