halloween

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POV OLIVIA BENSON

Já tinha se passado um dia desde que estávamos investigando o caso do bebê. Eu permanecia sentada à minha mesa, encarando as provas espalhadas à minha frente, tentando organizar tudo na cabeça.

Vi Fin e Amanda chegarem de Buffalo depois de seguirem algumas pistas e interrogarem conhecidos dos pais. Eles nos repassaram tudo o que conseguiram e, em seguida, cada um voltou para sua mesa.

Pouco depois, Fin se aproximou da minha.

— Liv. — disse, com um tom claramente preocupado.

Eu estava distante. Pensava no bebê... e queria estar em casa agora.

— Sim? — respondi, erguendo o olhar.

— Eu te liguei hoje umas mil vezes. O capitão também. O que você estava fazendo?

Por um segundo, minha mente foi longe demais. A imagem de Alex dançando me atravessou inteira, o celular vibrando esquecido em meu bolso. Um sorriso bobo escapou antes que eu percebesse. Fin franziu o cenho.

— Olivia! — ele chamou, estalando os dedos na minha frente.

— Oi, oi! — respondi, coçando a garganta, tentando disfarçar a risada.

— Me desculpa... eu deixei o celular de lado um pouco. Fiquei com o Noah, com a Alex, sabe? Falei ainda sorrindo, antes de suspirar fundo.

Fin assentiu, rindo de leve, como se entendesse perfeitamente. Nesse instante, celular de Olivia tocou. Atendeu de imediato, ainda olhando para ele. Fin apenas balançou a cabeça em negação, divertido. Assim que desligou, voltou a atenção pra ele.

— Onde está o capitão? — perguntei, franzindo o cenho.

Casey se aproximou ao fundo. Fin deu de ombros.

— Liv, como estamos? Casey perguntou enquanto os detetives iam relatando tudo o que tinham apurado sobre o caso.

Em seguida, pedi para o Amaro interrogar a mãe do bebê enquanto eu ficaria com o pai. Casey acompanhou tudo de perto, mas nada do que ouvimos levou a lugar algum.

Interroguei o pai por horas. Havia algo nele que me incomodava — um jeito contido demais, respostas calculadas. Ele me parecia culpado. Quando ouvi três batidas leves no vidro da sala, saí e encontrei Casey e Amaro ao lado do capitão.

— As histórias deles não batem — Amanda disse, negando com a cabeça.

— Acho que ele sabe de alguma coisa e não quer falar — falei, cruzando os braços enquanto olhava para Amaro. — O que você descobriu?

— Até agora nada. Mas ela está chorando como se estivesse se sentindo culpada — Amaro respondeu, soltando um suspiro pesado.

Assenti devagar, sentindo o cansaço pesar nos ombros.

— Vou tomar uma água e fazer uma pausa. Volto em alguns minutos.

Eu precisava ligar para a Alex. Não tinha voltado pra casa na noite anterior, apesar de termos combinado de dormir juntas hoje...

Cragen assentiu, observando enquanto eu me afastava pelo corredor do departamento. Peguei uma garrafa de água, bebi alguns goles e, em seguida, tirei o celular do bolso. Olhei a hora no relógio de pulso: quase oito da noite. O bebê estava desaparecido havia quase trinta e nove horas.

Eu estava há quase dois dias sem falar direito com a Alex. Não tinha tido tempo — e agora já era Halloween. Um aperto se formou no meu peito.

Liguei imediatamente, querendo saber se ela estava bem, querendo ouvir sua voz. Eu me sentia dividida: presa àquele caso e, ao mesmo tempo, desejando estar com ela.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora