barco

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POV OLIVIA BENSON

Estávamos fazendo um passeio de barco, e Alex estava quieta demais desde que saímos de casa. Andrew tinha prometido ligar por qualquer coisinha, e eu olhava o celular com frequência, atenta demais para alguém que deveria estar relaxando. Ainda assim... eu estava confusa.

Alexandra estava estranha. Estranha demais.

— Está tudo bem com você? — perguntei, finalmente, preocupada. Ela não dizia nada havia alguns minutos.

— Você acha que o Noah está bem mesmo?

Ela se sentou, e eu suspirei. Noah tinha estado um pouco choroso mais cedo, e também tinha dormido além do normal.

— Eu acho — respondi com um sorriso, mesmo sem entender por que ela estava assim justamente no nosso aniversário de casamento.

— Quer voltar pra casa? — perguntei, sincera. — Sério... você não me parece animada em estar aqui comigo.

Alex suspirou quando me viu sentar ao lado dela. Eu sabia que ela queria estar ali. Mas algo estava errado. O corpo dela não estava normal.

— Amor, eu quero sim estar aqui — disse, tentando soar firme. — Não seja boba.

— Talvez se a gente tivesse deixado o Noah com a Casey... você estaria se sentindo melhor, não é?

Alex riu baixo e passou o braço pelos meus ombros. O vento bagunçava meu cabelo, e ao redor havia famílias inteiras — irmãos conversando, crianças rindo, pessoas aproveitando o passeio enquanto o barco avançava lentamente.

Suspirei, olhando tudo aquilo.

— Talvez devêssemos tê-lo trazido — murmurei.

Disse isso enquanto ela tocava minha destra. Arqueei as sobrancelhas, sentindo algo estranho naquele contato.

— Você... — toquei sua testa sem terminar a frase. — Você está com febre.

Minha voz saiu trêmula, quase um sussurro. Alex revirou os olhos de imediato.

— Estou bem. Juro.

Alex falou enquanto tocava minha destra, afastando-a de sua testa. Em seguida, entrelaçou as próprias mãos, como se aquilo encerrasse o assunto.

Fiquei olhando para ela. Alexandra sempre foi teimosa. Mas doente... ela ficava insuportavelmente teimosa.

— Amor, eu estou bem — disse, com aquele tom que usava quando queria convencer mais a si mesma do que a mim. — Podemos aproveitar o restante do nosso passeio?

Suspirei. Ela estava diferente. E estava doente.
Eu a conhecia bem demais para ignorar aquilo.

Quando o passeio de barco acabou, fomos jantar juntas no restaurante que eu adorava. Pedi uma comida caprichada, algo que realmente desse prazer. Alex, por outro lado, pediu apenas uma salada caprese. Apenas.

— Alexandra, você mal comeu hoje... — falei, observando-a. — Passamos o dia juntas.

Alex bufou e cruzou as pernas depois de devolver o cardápio ao garçom.

— Estou sem apetite. Só isso.

Fechei a cara. Fiquei brava — e ela percebeu na mesma hora. Alex me encarava, em silêncio, como se estivesse esperando eu ceder. Não cedi, a testa dela soava agora.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora