Será minha amante?
Será minha namorada?
Será minha esposa?
Será minha melhor amiga?
Será minha advogada?
Não será nada minha?
Eu imagino que será tudo isso um dia.
Será?
Alexandra estava com Noah no colo, e ele chorava baixinho. Alex acariciava suas costas com movimentos lentos, quase automáticos, enquanto me olhava. Eu me aproximei e lhe dei um beijo demorado, tocando de leve em seu queixo, sustentando seu olhar.
Alex franziu o nariz, quase choramingando, antes de me devolver mais alguns selinhos apressados, como se quisesse esticar aquele momento.
— Liv... — ela disse, com o rosto triste, enquanto eu ainda tocava seu queixo. — Por que você vai, se não quer ir? — completou, desanimada.
A verdade é que aquela reação do Noah ao ver Olivia sair era novidade. E agora, a loira também sentia o coração apertar ao ver Olivia partir daquele jeito.
Suspirei. — Nós precisamos descobrir a causa da morte daquela criança... — falei com cuidado. — Mas eu prometo que volto pra casa ainda hoje.
Alex assentiu, observando enquanto eu ajeitava a blusa. Antes de sair, me inclinei e lhe dei mais um beijo na boca. Então fui embora apressada, seguindo direto para o laboratório da Melinda, que ainda examinava o corpo e me fez esperar um pouco na sala ao lado.
Enquanto aguardava, trocava mensagens com Alexandra. Estava sentada em uma cadeira alta quando senti a presença do Amaro se aproximando. Eu ainda mantinha um sorriso bobo no rosto depois de ver a foto que Alex tinha acabado de me mandar, acompanhada de uma mensagem:
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"Liv, você perguntou o que eu estou fazendo e eu comecei a ler esse livro maravilhoso... por favor, você precisa ler... 🥰"
Eu mantinha um sorriso bobo para a tela do celular. Guardei o aparelho quando ouvi Amaro pigarrear ao meu lado. Ele não parecia bem.
— Ei, tudo bem? — perguntei, franzindo o cenho.
— Eu tô... é que... — ele suspirou. — É muita coisa pra engolir com esse caso, você sabe. Fez uma pausa antes de completar. — Você tem filho, não tem?
Já fazia um tempo que ele tentava saber mais sobre mim, e eu sempre acabava sendo grossa. Resolvi parar de ser chata. Trabalhamos juntos — já estava na hora de aceitar isso.
— Tenho, sim. Eu tenho um filho. — respondi.
Amaro assentiu, me observando com atenção. Cocei os olhos, cansada.
— Às vezes eu acho que não sou uma boa mãe... — confessei. — Eu quase não fico com ele...
Sorri de um jeito bobo enquanto falava, mesmo com o aperto no peito.