pingo

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POV OLIVIA BENSON

Estávamos nos tocando havia horas. Mesmo depois de me ver perder o fôlego duas vezes, quando ela própria estava quase chegando lá, Alex mudava nossas posições, guiava meus gestos com as mãos, me puxava para cima dela — e eu seguia, sempre.

Ela já estava corada, a pele quente, marcada pelas nossas trocas. Dei uma risadinha quando senti o corpo dela estremecer com meus dedos ainda massageando seu sexo.

Com os olhos fechados, ela pressionou as pernas contra as minhas e senti o pé dela roçar minha panturrilha enquanto se desfazia em um orgasmo forte.

— Ooow, Olivia...

A voz dela saiu baixa, chorosa de prazer, delicada. Alex riu em seguida, ainda ofegante, enquanto eu deixava um beijo carinhoso no canto do olho dela.

— Você está bem?

Eu a observei de cima, apoiada nos braços ao lado do corpo dela. Alex assentiu com um suspiro, e logo se enroscou em mim. Deitamos lado a lado, as duas exaustas, o sono começando a pesar.

Eu estava quase cochilando quando o celular dela começou a tocar. Alex não se mexeu, então eu me levantei devagar, peguei o aparelho e voltei. Ela abriu os olhos com o cenho franzido quando acendi o abajur, e entreguei o celular a ela.

Foram uns cinco minutos conversando com a mãe. Quando desligou, ela massageou a própria testa, já preocupada.

— Margaret, onde está o Andrew? — ela perguntou, sentando na cama. A voz saiu tensa. — Droga... ele sabe que não pode fazer isso...

Ela digitava o número do Andrew em seu celular enquanto se levantava.

— Foi pra casa da namorada dele. Ele deve estar dormindo, Alexandra.

Ela revirou os olhos e começou a andar pelo quarto, impaciente, ficando vermelha de preocupação. Sentou-se ao meu lado, soltando uma risada curta, nervosa. Coçou a nuca, engoliu seco, e me encarou.

— Liv, o Andrew não atende.

— Alexandra, ele deve estar dormindo. Você já viu a hora?

Ela suspirou e assentiu, a Sra. Cabot estava preocupada. Andrew nunca dormia fora de casa sem explicação.

— Amor, você tem o contato da Taylor?

Puxei meu celular do criado-mudo e disquei. Taylor atendeu e chamou Andrew. Entreguei o celular pra Alex, que revirou os olhos como se já soubesse exatamente o que estava por vir.

— Andrew, por que você não atende seu celular?

— Eu... eu estava ocupado.

Alex revirou os olhos de novo. Ele sempre gaguejava quando sabia que estava errado.

— Vocês foram como? Táxi? Ônibus?

— Na verdade, maninha... nós viemos no seu carro.

— Posso saber por quê? Você me pediu?

— Na verdade, a Olivia meio que insistiu... e você também não discordou.

— Eu não me lembro, estava bebendo.

Ela me lançou um olhar sério. Eu sabia que viria bronca — e, sinceramente, quando ela ficava irritada daquele jeito... era até sexy.

— Você vai voltar pra casa da Olivia com meu carro. Eu preciso trabalhar mais tarde.

— Mas Alex, eu...

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora