rosas🌹

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POV OLIVIA BENSON

Estávamos nos beijando havia apenas alguns segundos, a sensação era tão intensa que parecia que o mundo tinha parado ao nosso redor.

Eu estava sentada ao lado dela, no sofá do restaurante, completamente entregue ao toque da sua mão direita — tão macia, tão delicada — acariciando minha orelha com cuidado, como se tivesse medo de quebrar algo.

O beijo tinha um gosto doce, quente, viciante... e por um instante eu me perdi completamente.
Onde eu estou mesmo?

O choque de realidade veio rápido quando o garçom se aproximou com a água. Alex virou o rosto num susto, agradecendo apressada, e eu apenas deixei um beijo em sua bochecha antes que sua mão se afastasse da minha orelha.

Mesmo assim, eu não conseguia tirar os olhos dela. O beijo tinha sido perfeito. E isso me assustava muito...

— Muito obrigada! Alex disse ao garçom, sorrindo, com os olhos brilhando.

Já parecia outra pessoa: segura, leve... e incrivelmente linda ao voltar a me olhar daquele jeito.

Eu, por outro lado, permaneci séria, tentando organizar meus pensamentos, entender o que aquele beijo significava. Afastei-me um pouco dos seus afagos, respirei fundo. Eu tinha muito medo de fazê-la sofrer.

— O que foi isso? O que está acontecendo? — perguntei. Minha voz saiu baixa, mas firme.

Eu precisava saber. Precisava entender se aquilo tinha sido apenas um impulso, um erro, um capricho... ou algo real.

Alex franziu o cenho ao perceber o quanto Olivia estava séria. Era visível que Alex queria a beijar de novo, mas Olívia tinha se fechado depois do beijo, criando uma distância que doeu nas duas mas principalmente na promotora.

— ...

Ela ficou em silêncio. O tipo de silêncio pesado, carregado. Era a hora da verdade.

— Esse beijo, Alexandra... por que você fez isso?

Alex respirou fundo, pegou o copo e bebeu toda a água de uma vez, como se precisasse desesperadamente de algo para se segurar. Quando sua mão voltou a tocar a minha, estava gelada e mesmo assim, ela fez questão daquele contato.

Quando me olhou nos olhos, parecia que ia desmoronar e se recompor ao mesmo tempo, senti carícias dela em minha mão.

— Eu estou apaixonada por você.

Ela disse, a voz embargada. Meu cenho se franziu ainda mais, o coração disparando.

— Desde quando?

— Eu não sei exatamente... Ela passou a língua pelos lábios, nervosa

— Eu estava cheia de dúvidas. Não sabia se era mútuo. Comecei a fugir... e você começou a aparecer, perguntando se eu estava bem e...

— O quê? — interrompi, porque meu coração deu um salto no peito.

Ela acariciava minha mão com cuidado, como se estivesse com medo de eu recuar.

— Me obrigaram a vir aqui — ela admitiu, a voz baixa — depois que eu inventei uma mentira cabeluda pra Brooke não vir... porque eu estava morrendo de inveja.

Eu pisquei, incrédula.

— Você foi obrigada a vir? — questionei, confusa. — Você acabou de dizer que está apaixonada... mas diz que foi obrigada a vir?

— Não, Liv... é que... é complicado. — Ela desviou o olhar, coradíssima, encarando a mesa. — Você também nunca me revelaria isso. Já tem meses... e você nunca disse nada.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora