Agente ARE

207 17 1
                                        

OLIVIA BENSON

Já estávamos há alguns dias no meu apartamento, vivendo como se fôssemos casadas. Alex praticamente morava ali ultimamente, instalada no meu sofá com mil papéis, como se fosse uma extensão do corpo dela.

— Alexandra, até quando vai ficar aí nesse sofá?

Perguntei coçando a nuca, com aquela minha carinha triste que só ela sabia decifrar. Eu estava de camisola, robe por cima, ainda quente do banho. Assim que saí do quarto, encontrei ela sentada no sofá — daquele jeito que me desmontava.

A loira estava usando só uma regata e uma calcinha de renda, óculos caídos na ponta do nariz, caneta na mão, e papéis espalhados por todo canto. Ela encarou Olivia por cima da pilha, enquanto eu mexia na geladeira atrás do balcão.

— Liv, eu preciso saber até os mínimos detalhes desse caso.

— Amor, são quase meia-noite... você não vai sair amanhã cedo?

Franzi o nariz. Dava pra ver o cansaço no rosto dela.

— Na verdade eu estou de folga, mas estou ajudando a Casey nesse caso, e ela— ela disse que pode me ligar a qualquer hora.

Peguei uma garrafa d'água, caminhei até ela e me sentei ao seu lado, oferecendo a garrafinha. Olhei os papéis, revirando os olhos em seguida.

— Vamos fazer amor. Quando acabar eu te ajudo com isso!

— Hm... — ela bebeu a água e colocou a garrafa na mesinha. — Margaret, nós transamos umas quatro vezes depois que chegamos há algumas horas atrás.

— E daí? Eu continuo com saudades de você. E a qualquer hora eu posso ter um chamado também, poxa!

Ela deu uma risada boba e, em dois segundos, já estava sentada no meu colo, de frente pra mim. Minha respiração ficou curta na hora.

— Você está bem?

Ela perguntou rindo, vendo minha reação completamente desnorteada.

— Não! É que você é bonita e gostosa e me deixa maluquinha!

Alex gargalhou, tirando a regata, e eu segurei firme suas nádegas, sentindo meu corpo esquentar todo.

— Amor, você me acha chata?

Ela sempre fazia isso: queria conversar justo quando a coisa começava a esquentar. E eu adorava. Enquanto nos tocávamos, ela desabafava, e eu dizia o quanto achava ela magnífica — e ela fazia o mesmo comigo.

— Por que está me perguntando isso?

Passei a mão pelas costas nuas dela. Alex parou o movimento das mãos, apenas acariciando minha orelha suavemente.

— O Andrew e a Casey disseram que eu sou chatinha. E que não entendem como você é tão legal e nem me acha chata. Eles acham que você não conviveu o suficiente comigo ou que provavelmente você é chata também.

— Amor, eles estavam te zoando. Você não é chata.

— Sério?

— Claro que sim. Maldade falar isso de graça, não acha?

Ela comprimiu os lábios para o lado, depois afagou meus cabelos curtos.

— Você é linda, Margaret! Soltei uma risada boba.

— E você é...

Engoli seco. Ela me olhava fundo, com aquele sorrisinho que sempre acabava comigo.

— O quê?

— Eu também iria buscar a lua por você.

— Am? Liv, é impossível!

Alex riu e me puxou para um beijo de língua — lento, demorado, profundo. Meu corpo inteiro se aqueceu, e eu deitei ela no sofá, bem em cima dos papéis.

— Liv, esses papéis são importantes.

Ela empurrou tudo pro chão enquanto eu tirava minha camisola.

— Não podem ficar amassados.

Alex suspirou, jogando mais papéis pelo chão, já tirando a calcinha de renda rosa.

O arrepio dela veio no momento em que comecei a beijar sua coxa e depois chupar seu íntimo. Ela gemeu, rebolou, puxou meu cabelo — e quando o orgasmo veio, choramingou baixinho, completamente entregue.

Quando eu me afastei, puxei um papel que estava preso embaixo dela.

— Olivia!

Ela reclamou, engolindo seco, ainda de olhos fechados, totalmente mole.

— Amor, me desculpa... ainda tinha um papel aqui...

Ela apenas assentiu, e eu deitei minha cabeça sobre sua barriga, ouvindo seu coração desacelerar.

— Alexandra, eu não sabia que você tinha vontade de ser mãe!

Alex riu baixinho e começou a fazer cafuné em mim.

— Eu gostaria muito. Eu adorava carregar o Andrew quando ele era neném e fofo.

— Caroline, ele nem é tão mais novo que você.

— É verdade, mas eu adorava. E minha mãe nunca deixava. Eu queria brincar que ele era meu filhinho, mas ela não me deixava!

Inclinei meu corpo até ficar cara a cara com ela. Alex abriu os olhos devagar.

— Vamos pro quarto, vai.

Totalmente relaxada, ela suspirou fundo.

— Amor, me leva no colo?

Ela ergueu os braços para mim, rindo.

— Sem problemas!

A ergui no colo e ela se aconchegou por causa do frio. Quando a deitei, ouvi ela gemer de frustração ao sentir a cama gelada.

— Querida, aonde vai?

— Vou buscar nossos celulares, tá bem?

Peguei os dois rápido e deixei no criado-mudo. Quando deitei ao lado dela, Alex me puxou num abraço apertado, encostando seus lábios nos meus.

— Boa noite, Margaret.

— Boa noite, amor.

Dormimos a noite toda sem interrupções. Mas pela manhã, meu celular tocou: Elliot. Tínhamos um chamado. Uma mulher morta. descobrimos ser uma agente disfarçada da DEA.

Dias depois, o suspeito estava preso. Alex e a família tinham sido ameaçadas. E eu, Alex e Elliot vimos Tim Donovan morrer diante de nós.

Alex ficou destruída. Hammond ainda teve coragem de dizer que a culpa era dela. Naquela noite, pedi para Elliot nos deixar na mansão dos Cabot.

E eu nunca vi Alex tão abalada. Ela não parou de estudar o caso por um segundo sequer. E eu fiquei ali — ao lado dela — a noite inteira depois da Sra. Cabot surtar.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora