minha crush

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POV OLIVIA BENSON

Depois que pagamos a conta no restaurante, saímos juntas. Infelizmente, ela precisou ir com o carro dela até a mansão dos Cabot, e eu segui com o meu. Vi Alex estacionar na rua, em frente à antiga casa, e estacionei logo atrás. Ela ficou me esperando enquanto eu trancava o carro.

Quando me aproximei, percebi que ela me observava com um sorriso bobo, quase tímido. Cruzou a destra na minha, entrelaçando nossos dedos, e eu fiquei inteira boba também enquanto caminhávamos juntas até a porta.

— Seu pai, ele... — comecei, meio sem jeito.

— Todo mundo da minha casa sabe — Alex interrompeu, rindo. — Meus amigos, o Travor... todos...

Corei imediatamente, engolindo em seco antes de assentir com a cabeça.

— Travor? Naquele dia... vocês discutiam por minha causa?

Perguntei preocupada, lembrando que tinham passado dos limites sem pensar no trabalho.

— Liv, sério, não se preocupe. Ele perdeu o controle porque gosta de controlar tudo, só isso. Nós não somos como ele. Entenda isso, por favor.

Assenti e ri de leve, lutando para que aquilo não se tornasse um problema na unidade nem em lugar nenhum. O fato de Travor saber daquilo definitivamente não era bom

Quando entramos, fui muito bem recebida por sua família. Andrew a levou até o quarto da avó, enquanto sua mãe me conduziu até a cozinha, insistindo para que eu comesse alguma coisa, mesmo depois de eu ter recusado.

Ela insistiu tanto que acabei aceitando.

— Olivia, você está muito magra. Coma alguma coisa!

— Tá bem... — assenti, rindo de leve, quando Pam apareceu com um pedaço de lasanha e o colocou à minha frente, enquanto eu já estava sentada à mesa de jantar. — Obrigada.

Pam me observou por um instante, com o cenho levemente franzido.

— Vocês estão bem?

Eu dei uma risada boba antes de responder.

— Estamos, sim.

Ela pareceu aliviada e então falou, com uma sinceridade que me pegou de surpresa:

— Sabe, Olivia... não sei se a Alexandra comentou, mas ela só namorou pessoas ruins. Mas com você é diferente. Eu gosto de você.

— Ah, é? — perguntei, um pouco sem reação.

Pam assentiu, sorrindo.  — Eu sinto uma coisa boa vindo de você.

— Eu estou me sentindo melhor agora com isso... Respondi, rindo, enquanto Pam ria de volta.

— Que bom! Precisa de mais alguma coisa?

— Não, eu tô bem. Obrigada.

Vi Pam sorrir mais uma vez antes de se afastar. Fiquei ali, ainda meio incrédula com tudo aquilo. Não parecia real. A família dela era fofa... exatamente como ela. Eu me sentia acolhida de um jeito que nunca tinha sentido antes e isso me atingiu em cheio, porque eu não tinha família.

Meu peito apertou. Eu estava quase em surto, sem fome nenhuma, apesar da lasanha estar deliciosa. Mesmo assim, permaneci sentada à mesa, sozinha, empurrando o garfo devagar, quando vi Andrew se aproximar. Acabei rindo sem perceber.

— Oi, Olivia!

— Andrew, tudo bem?

Ele parecia um pouco corado enquanto bebia água, me observando comer.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora