justiça

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POV OLIVIA BENSON

Olivia Benson estava sentada ao lado de Alexandra, que permanecia calada havia longos minutos no sofá da sala de estar da mansão Cabot.

A loira folheava alguns papéis com o cenho tenso, enquanto a voz da Sra. Cabot ecoava pelo ambiente, pedindo — quase implorando — que a filha desistisse daquele caso.

Olivia apenas ouvia, acompanhando a discussão como uma sombra silenciosa, sentindo aquele peso crescer no peito.

— Filha, pelo amor de Deus, até a Olivia foi ameaçada!

— Mamãe, a Olivia sempre recebe ameaça. Não é a primeira vez, tá legal?

— Bem... e você? Sempre recebe?

Alex virou o rosto em direção a Olivia. Engoliu seco. Olivia também.

A morena estava profundamente preocupada, mas se manteve em silêncio — pelo menos até a Sra. Cabot praticamente empurrá-la a interferir com o olhar.

— Não. Essa foi a primeira vez...

— Olivia, fala pra ela abandonar o caso, por favor!

A Sra. Cabot se levantou, encarando Olivia com os olhos marejados de desespero. A morena coçou a nuca, impotente, e finalmente abriu a boca.

— Querida... sua mãe tem razão.

As palavras saíram da minha boca antes que eu conseguisse segurá-las. Alex revirou os olhos imediatamente, o maxilar endurecendo como sempre fazia quando se sentia pressionada.

— Olivia, esquece. Eu não vou abandonar o caso!

Ela juntou os papéis com movimentos rápidos e irritados, como se cada folha fosse uma afronta, e seguiu direto para o quarto onde sempre ficava quando estávamos na mansão. O som seco dos passos ecoou pelo corredor.

Levantei no mesmo instante, indo atrás dela. Senti o olhar pesado e aflito da Sra. Cabot cravar-se nas minhas costas, quase como um pedido mudo para que eu a convencesse — ou a protegesse.

Entrei no quarto devagar e fechei a porta atrás de mim, girando a chave com cuidado. Alex já tirava a roupa, os gestos duros, impacientes, vestindo o roupão sem delicadeza alguma.

— Amor... — comecei, a voz mais baixa do que eu queria — eu tô preocupada, tá bom?

— Olivia, eu nã—

— Você sabe que eu nunca me meto no seu trabalho. Você sabe disso.

Minha voz vacilou no meio da frase, traindo tudo o que eu tentava esconder. Apoiei a mão na beirada da cama, respirando fundo.

— Mas depois do Donovan... eu tentei ficar tranquila. De verdade. Só que agora aconteceu isso e...

Ela virou-se para mim.

— Olivia, eu estou bem. Vai ficar tudo bem, você vai ver.

Mordi o lábio inferior, sentindo aquele aperto familiar no peito. O medo subiu sem pedir licença, apertando minha garganta.

— Eu tenho medo de perder você...

Alex se aproximou devagar, como se cada passo fosse calculado para não me assustar. Tomou meu rosto com as duas mãos, quentes, firmes, e encostou a testa na minha por um segundo antes de beijar meus lábios — um beijo calmo, ancorado, como se quisesse me puxar de volta pro chão.

— Você não vai me perder, tá legal?

Ela riu baixinho depois, quase um sussurro, e pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos. Apertei de volta, respirando fundo, tentando acreditar nas palavras enquanto sentia o calor dela ali, real, presente.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora