suco de limão

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POV OLIVIA BENSON

Assim que percebeu que eu tinha acordado, Alex se inclinou e me deu um beijo demorado. Em seguida, voltou a aproximar o rosto da minha barriga — e, como se tivesse sido chamada, a criança começou a se mexer.

— Acho que essa criança te adora.

Alex riu, corando na mesma hora. Os olhos estavam brilhando, emocionados. Ela se aproximou de mim outra vez e me beijou com cuidado.

— Margaret... eu sinto muito por ter me metido no seu trabalho daquele jeito. Eu... eu não tinha esse direito. Só fiquei preocupada. Você me perdoa?

Falou baixo, quase entre um beijo e outro. Levei a mão até o rosto dela, acariciando sua bochecha quente. Fiquei em silêncio por alguns segundos antes de assentir.

Ela voltou a me beijar, uma das mãos repousando na minha barriga. Eu me sentia cansada, pesada, com as costas doendo.

— Alex... por favor. Eu estou enorme.

Ela bufou, divertida, aproximando-se mais.

— Você está linda... e muito gostosa.

Comentou com um sorriso provocador, tocando meu corpo com intimidade conhecida, descendo os beijos pelo meu pescoço. Eu senti meu corpo reagir automaticamente, mesmo cansada.

Quando ela se afastou de repente, fazendo uma careta, eu abri os olhos e ri.

— Por que parou?

— Liv... por quê... por que você não me contou?

— É por causa do seu filho, sabia?

— Eu sei, mas... por que você não me contou que já estava saindo leite? Meu Deus!

Ela se levantou rápido demais e foi quase correndo até o banheiro. Eu fiquei rindo, ainda deitada, antes de ir atrás dela.

Alex lavava o rosto, bochechando água, visivelmente surpresa. Encostei na porta.

— Eu sinto muito...

Ela me olhou pelo espelho, ainda meio atônita, e eu não consegui parar de rir.

— Tudo bem...

Alex falou ao me ver pelo espelho. Aproximei-me e deixei um beijo leve em seu ombro.

— Que saudade do seu gosto... você é tão boba, sabia?

Ela soltou uma risada sem graça. Tinha me proibido de fazer sexo oral nela desde que engravidei, dizendo que não sabia se poderia fazer mal ao bebê. Era implicância pura — e rendeu mais de uma discussão entre nós.

— Alex, isso não tem nada a ver... não há perigo nenhum nisso.

Não bastava ter me tirado do trabalho; agora também me "punia" em outras coisas. Aquilo ainda me irritava.

— Eu sei — ela respondeu, rindo.

— O quê? — perguntei, franzindo o cenho.

— Eu perguntei pro seu médico se estava tudo bem... e ele disse que não tem problema nenhum.

— Alex? Você fez isso?

Ela assentiu, meio sem graça.

— Ele me chamou de bobinha.

Eu ri, balançando a cabeça, desacreditada.

— Você não tem vergonha, não, Caroline?

— Querida, eu só quero proteger o meu bebê. Eu ficaria horas perguntando tudo o que preciso saber.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora