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POV OLIVIA BENSON

Depois que conversei com a Melinda sobre a morte da Sonya, ainda na cena do crime, o Elliot chegou com novas informações e continuamos trabalhando no caso. Aquilo se arrastou por mais ou menos quatro dias.

Quando finalmente prendemos o assassino da Sonya, eu pude ir para casa depois de aceitar uma carona do Elliot. Ele parou o carro em frente ao meu apartamento, e ficou me encarando por alguns segundos. Eu permaneci em silêncio o caminho inteiro.

— Você está bem? Quer que eu fique com você?

Bufei, assentindo que não. O cenho dele se franziu.

— É claro que não — respondi, mais brava do que pretendia. Elliot não tinha nada a ver com aquilo.

A verdade é que o fato de a Alex e eu estarmos mal uma com a outra me afetava profundamente. Eu já estava decidida a ir ao Congo buscá-la. Se ela não quisesse voltar comigo, eu traria o Noah — com ou sem ela.

— Você falou com a Alex sobre tudo isso?

Elliot perguntou, percebendo o quanto eu estava quieta.

— Eu... não. Não tive tempo ainda.

Ele assentiu, compreensivo. Toquei de leve em seu ombro em despedida e saí do carro com pressa.

Eu estava sem ar. Subi correndo pelas escadas até o andar do meu apartamento, ignorei o elevador. Passei quase cinquenta minutos debaixo do chuveiro antes de me enrolar no roupão. Quando olhei o relógio, já passava das nove da noite.

Fui até o quarto e liguei o notebook que tínhamos. Entrei no Skype e, na mesma hora, peguei o celular para ligar para a Alex. Ela atendeu quase imediatamente.

— Cabot... A voz dela saiu em um suspiro. Engoli em seco, sentindo o estômago revirar.

— Oi, amor... eu... eu... eu posso te ver Perguntei, gaguejando.

— Claro que pode. Por que você não atendeu minhas últimas ligações?

Alex perguntou com o cenho franzido no instante em que a webcam foi ligada. Assim que a imagem apareceu, ela percebeu que eu não estava bem, mesmo com o sorriso que forcei ao ver o Noah em seu colo.

Meu coração estava disparado. A única coisa que eu queria era dar um abraço no meu filho e na minha esposa, mas naquele momento isso era impossível. Meus olhos marejaram e eu os limpei rapidamente, sem deixar de olhar para o Noah nos braços da Alex.

Ele realmente mal me deu atenção. Apenas ria para a tela enquanto segurava a mamadeira de leite ou tentava pegar algo que estava em seu alcance.

— Alexandra... meu filho está se esquecendo da minha existência. Minha voz saiu trêmula. Alex suspirou.

— Eu mostro uma foto sua pra ele todos os dias, Liv. Revirei os olhos e assenti que não.

— Isso não adianta muita coisa... Alexandra, eu preciso ver o Noah. Está tudo certo pra vocês virem?

Alex assentiu que sim e soltou outro suspiro.

— Sim... eu sei que estou sendo uma idiota. Eu... eu já comprei as passagens, e meu pai e o Noah vão nesse próximo final de semana.

Olhei fixamente para ela e desencostei as costas da cabeceira da cama onde eu estava sentada.

— Eles? Você não vai vir?

Alex mordeu o lábio inferior, revirou os olhos, afastou uma mecha de cabelo do rosto e assentiu que não.

— Eu não posso. Não ainda...

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora