POV OLIVIA BENSON
Fiquei sem palavras. Só ouvia a respiração dela, já quase agoniada, esperando minha resposta no escuro do quarto.
— Margaret...
— Eu... eu não sei... — gaguejei, a imagem dela grávida atravessando meus pensamentos sem pedir licença.
— Amor, você morre de vontade de ter um filho. Eu sei que você pensa nisso. Acho que você devia tentar.
Alex disse baixo, e ficamos frente a frente, ainda deitadas. Mesmo com a pouca luz, senti suas mãos acariciarem minhas nádegas, lentas, cuidadosas.
— Você acha mesmo que eu... que eu ainda consigo?
— Sim. Você está ótima. Mesmo quase com quarenta — ela riu de leve. — Não quero que você se arrependa de nada.
Engoli em seco.
— E você? Por que você não fica grávida? Você também quer ter um filho, não quer?
Alex hesitou por um segundo, engoliu a saliva e sorriu.
— Eu vou ficar... mas quero esperar um pouco mais.
— Por quê?
— Primeiro você. Depois eu. Quero cuidar de você... quero te ver grávida.
A voz dela saiu carregada de emoção. Suspirei fundo. Eu queria também — talvez mais do que admitia até para mim mesma.
— Tá bem... eu vou falar com meu ginecologista.
— Amor... eu já falei com ele.
Ri, surpresa, enquanto acariciava o rosto dela.
— Foi ele quem me disse que você ainda está ótima.
A ideia me atravessou inteira. Fiquei animada, leve, feliz de um jeito quase assustador.
Comecei o tratamento. Dois meses depois, deu certo.
Quando contei que estava grávida, Alexandra se emocionou como nunca. Desde então, todos os dias, fazia carinho na minha barriga — como se já estivesse conversando com alguém que ainda nem tinha chegado.
4 meses depois.
Eu estava com quatro meses de gravidez e agradecia aos céus por finalmente estar de folga. Elliot me dava carona até em casa, onde o senhor Cabot, Andrew, Taylor e Alex já me esperavam para um jantar em família.
Eu me sentia viva. Completamente apaixonada só por estar grávida. Por ela ter me encorajado a fazer o procedimento. Nós duas pensávamos o tempo todo no nosso neném que estava por vir.
— Liv, você está bem?
Elliot perguntou, desviando os olhos do trânsito por apenas alguns segundos. Suspirei, levando a mão ao rosto; minhas bochechas estavam oleosas, o cabelo solto caía pelos ombros.
— Estou me sentindo muito bem. Só quero ver a Alexandra... estou com saudades.
Falei séria, tocando a barriga de forma quase automática. A semana tinha sido corrida demais. Mal tínhamos conseguido conversar — além de dormir coladinhas uma na outra. Elliot soltou uma risadinha baixa. Ele ainda não parecia acostumado com a ideia de mim grávida; eu andava mais quieta ultimamente.
— E você? E o Eli, como está?
Perguntei, abrindo um pouco o vidro da janela. Elliot percebeu minha ansiedade. Já estávamos a três quadras de casa.
— Está bem. Já está comendo sozinho...
Disse orgulhoso, arrancando uma risada minha.
O carro parou em frente à casa. Suspirei fundo.
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será um dia? cabenson
FanfictionSerá minha amante? Será minha namorada? Será minha esposa? Será minha melhor amiga? Será minha advogada? Não será nada minha? Eu imagino que será tudo isso um dia. Será?
