panquecas🧇

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POV OLIVIA BENSON

Saímos juntas do quarto, vi ela fechar a porta mesmo sem ter organizado, ficou um caos, ela não trancou.

— Você não tem medo de alguém ver esse quarto?

Minha voz saiu leve, divertida, enquanto saíamos do quarto do sexo. Alex, com aquela postura elegante e ao mesmo tempo totalmente doméstica, mexia concentrada na cafeteira. A luz suave da manhã batia na cozinha, refletindo no metal da máquina e iluminando seus óculos.

— Ninguém vem aqui, Liv. Só você! Respondeu ela, como se fosse óbvio enquanto eu me encostava no balcão.

— E a Casey? E o seu irmão?

Apoiei o queixo na mão, cotovelo no balcão, olhando pra ela como quem sabe que está fazendo bagunça. Alex correu até o quarto.

— Vou trancar!

Soltei uma risada baixa, rouca a vendo se afastar.

— Amor, o quarto tá sujo. Aqueles objetos precisam ser limpos, Alexandra.

Não consegui evitar provocar. Ela voltou jogando as chaves em cima da geladeira, revirando os olhos.

— A minha empregada Maria, ela...

— Amor, empregada? Fala sério!

Ri alto, balançando a cabeça. — Amanhã eu vou limpar!

Ela disse rindo, indignada.

— E se eu quiser usar ainda hoje com você?

Ela riu daquele jeito nasalado, cúmplice, e só assentiu e eu adorei.

Meu celular tocou, eu corri pra atender enquanto Alex seguia para o banheiro. Ela riu ao fundo, e eu sabia exatamente por quê: fazia tempo que não transávamos dois dias seguidos. Dois dias seguidos... já dava pra sentir um orgulho bobo nela.

Falei com Elliot rapidamente e prometi encontrá-lo mais tarde na corte, depois de um banho e um café da manhã decente com minha namorada — algo que ele, claro, achou engraçado, já que eu raramente comia pela manhã.

Tirei a roupa e entrei no chuveiro. A água quente caiu nas minhas costas e eu abracei Alex por trás. A pele dela quente, o perfume suave misturado ao vapor... Ela suspirou só de sentir meus braços.

— Tem se alimentado bem?

Ela se virou, ficando de frente pra mim, braços envolvendo minha cintura, os olhos claros e sérios.

— De novo esse assunto? Perguntei rindo, nos olhávamos.

— Margaret, você precisa ter três refeições por dia.

— Às vezes não dá, e você sabe.

— Margaret, você precisa se alimentar bem.

— Margaret, Margaret!

Imitei a voz dela, rindo, fazendo graça só pra vê-la irritada daquele jeito adorável.

Ela revirou os olhos, pegou o sabonete líquido e despejou a espuma na palma da mão. Depois me entregou o frasco sem perder a seriedade.

Os olhos dela desciam e subiam, parando na minha boca, e eu adorava quando ela tentava fingir que não estava sorvendo cada detalhe.

— Não preciso de comida três vezes ao dia se eu tenho você, você daquele jeito pra mim.

Alex bufou, eu ri.

— Liv, eu tô falando sério! Você passa o dia naquela delegacia ou nas ruas. Já passou mal alguma vez?

— Claro que não, amor. Não se preocupe. Tenho me alimentado bem ultimamente.

Eu disse ficando séria, adorava ver Alexandra preocupada.

— Hm. O que você jantou ontem?

Olhei para o teto, pensando, a mão no queixo.

— Não me faça pergunta difícil agora.

— Tá bem.

Pronto. Silêncio mortal. Ela terminou o banho sem nem olhar pra mim — e eu rindo o tempo todo porque era irresistível vê-la brava daquele jeitinho.

Quando saí e fui até o quarto, ela já não estava mais lá. O perfume dela, misturado ao hidratante, tomava o ambiente. Me arrumei rápido deixando minha bolsa ali — ia voltar depois do jantar com os pais dela — e fui até a cozinha.

Ela estava ali, impecável, sentada na bancada alta, óculos nos olhos, revisando papéis enquanto tomava café. Não me olhou nem quando sentei na mesa. Tão metida. Tão linda.

Maria se aproximou e colocou um prato de panquecas na minha frente, me surpreendi ver a Maria tão cedo ali.

— A Srta. Cabot pediu pra eu te falar que você deve comer tudo...

Maria deu uma risada tentando disfarçar, e eu olhei para Alex, que fingiu imediatamente que estava mergulhada nos papéis.

Comi tudo, claro. Não ia arriscar.

Peguei minha jaqueta, fui buscar minhas chaves perto dela. Me aproximei, deitei um beijo suave na nuca dela. Alex fechou os olhos e soltou um suspiro que quase me fez esquecer o horário.

— Vai ficar brava comigo por mais quanto tempo? Sussurrei, apoiando o queixo no ombro dela.

— Por mais 5 minutos. Ela disse me mostrando a palma da mão esquerda.

— Já estou saindo... não vai me dar nem um abraço?

Ela deu de ombros. Eu ri assentindo e fui até a porta.

Quando virei para olhar, ela estava me observando, coçando a nuca, com aquele jeitinho culpado. Ri. Ela riu também.

Voltei até ela, a abracei forte, e ela me recebeu na mesma intensidade, me puxando para um beijo profundo, quente, finalizado com um selinho no meu olho — coisa dela.

— Bom trabalho. Ela disse rindo umedecendo os lábios.

— Prometo que vou me alimentar bem. Não quero que fique brava comigo por isso.

— Eu não estava. Era drama.

Ri e a abracei de novo, passando a mão nos cabelos dela, ouvimos a Maria suspirar.

— Te vejo mais tarde. Me liga pra falar sobre o endereço do restaurante?

— Tá bem.

Ela beijou minha boca devagar, longo, e eu quase fiquei...

O dia no departamento foi arrastado. Passamos horas na casa de um suspeito milionário, rodando em círculos com provas que não levavam a lugar nenhum. Quando deu meu horário, me levantei. Elliot me encarou.

— Qualquer coisa você me liga?

— Claro. Aonde vai?

— Vou sair pra jantar e depois vou pra casa. Você fica?

Verifiquei minha arma no coldre antes de fechar o armário.

— Daqui a pouco eu vou...

Eu assenti, distraído nas fotos da vítima. Dei tchau e saí.

No restaurante, a Alexandra já me esperava com a família. Ela estava ao lado do pai, de frente para a mãe, e Andrew estava ao lado dela.

Quando me viram, levantaram imediatamente para me abraçar e cumprimentar. Todos sorrindo, todos felizes em me ver ali. E, como sempre, ela era a mais linda do lugar.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora