POV OLIVIA BENSON
Depois do dia em que aceitei jantar na mansão Cabot, ficamos atolados de trabalho na delegacia a ponto de mal conseguir comer ou dormir, muito menos tomar um banho decente.
Alexandra e eu estávamos ótimas... mesmo sem nos vermos. Já fazia quase um mês desde aquele jantar. Um mês inteiro sem cruzar com ela.
Minha cabeça estava cheia demais por causa do caso, e eu fiquei na minha, mesmo querendo ligar. Mesmo sentindo falta. Mesmo pensando nela mais do que devia.
— Ei... o que você tem?
A voz do Elliot me puxou de volta. Ele me olhava confuso, atento, enquanto eu estava cabisbaixa, encarando um ponto aleatório do departamento e rabiscando distraidamente uma folha em cima da mesa, sem perceber o que fazia.
— O quê?
Levantei os olhos devagar, como se acordasse.
— Você está assim há dias — ele continuou. — Eu queria perguntar antes, mas estávamos tão ocupados que...
Nem eu mesma sabia responder. Nem eu entendia direito o que estava acontecendo comigo.
Mas toda a confusão simplesmente desapareceu num piscar de olhos quando ouvi a voz de Alexandra atrás de mim, acompanhada da do Munch.
Meu corpo reagiu antes da minha cabeça.
Levantei tão rápido que dei até uma risada boba — totalmente involuntária — só de vê-la ali. Senti o rosto esquentar na mesma hora.
Murmurei qualquer coisa sem sentido e saí quase tropeçando em direção ao banheiro. Precisava me olhar no espelho. Precisava me recompor.
Meu reflexo não perdoou: exausta, olheiras profundas, rosto cansado de dias sem dormir. Joguei água no rosto, respirei fundo algumas vezes, tentando parecer viva. Tentei, ao menos, parecer normal.
Quando voltei para a mesa, todos já comentavam algo sobre o caso.
Eu ouvia... mas não ouvia. Estava ali, fisicamente presente, mas a cabeça longe. Só percebi que o ambiente tinha silenciado quando senti os olhares sobre mim — alguns franzidos, curiosos, atentos.
Todos... exceto o de Alexandra. O dela vinha com um sorriso bobo, quase cúmplice. Um sorriso que parecia dizer "eu te vejo".
— Olivia!
A voz do Cragen ecoou, firme, enquanto ele fungava.
— Sim, Cap? — respondi quase dormindo, bocejando sem conseguir disfarçar.
Ele me analisou por um segundo.
— Vai pra casa. Você precisa dormir. Fique o dia em casa amanhã... qualquer coisa, eu te ligo.
Assenti de imediato, aliviada.
— Tá bem.
Assenti sem questionar. Fui até meu armário, joguei minhas coisas dentro da bolsa da academia, fechei o zíper e segui para o estacionamento. Alexandra me encontrou no caminho.
— Ei, tudo bem?
Ela perguntou rindo, leve, animada — um contraste completo com a minha cara de morte. Mesmo assim, não consegui evitar sorrir pra ela, ainda bocejando.
— Tô bem, só... cansada.
Disse, bocejando de novo. Vi Alexandra morder o lábio inferior enquanto me observava com atenção.
— Hm... então, tá afim de ir numa festinha hoje?
Ri sem muita força, confusa.
— Não sei não, Alexandra. Eu tô caindo de sono.
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será um dia? cabenson
FanfictionSerá minha amante? Será minha namorada? Será minha esposa? Será minha melhor amiga? Será minha advogada? Não será nada minha? Eu imagino que será tudo isso um dia. Será?
