chocolate quente

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POV OLIVIA BENSON
três meses depois

Noah estava com dez anos. Ele ainda frequentava a mesma escola desde o primeiro ano que começou a estudar. Eu me tornei capitã e Alexandra e eu estávamos firmes e fortes... só que agora, eu pensava nela e na TPM dela.

Eu não podia acreditar que ela estava com 45 anos e ainda menstruava, que ficava numa TPM insuportável... muito insuportável, a ponto de me ignorar totalmente. Porém, isso não me fazia me afastar dela.

Quanto mais ela me afastava, mais eu tentava agradar. Foi exatamente assim na última menstruação dela, que foi há uma semana quando ela dormiu chorando em meu colo todos os dias. Na terapia de casal, ela mal me falava.

Olivia mal percebeu o que Alex tinha. Ela apenas a agradava, felizmente. Hoje Alex já estava melhor da menstruação há três dias e Olivia tinha passado o dia inteiro no trabalho, depois de receber uma chamada.

Um vizinho ligou contando que ouviram gritos em um prédio abandonado no Brooklyn. Também ouviram choros de crianças... uma, em específico.

Olivia levou algumas viaturas até o local, acompanhada por Fin e Amanda, junto de Caruso.

O lugar estava abandonado. Havia rastros de drogas, bitucas de cigarro... sangue. Um bebê chorava em uma caixa de sapato. Ele não estava enrolado em nada.

Olivia, urgentemente, buscou a criança. O coração da capitã acelerou. Ela o enrolou em seu sobretudo o bebê estava frio demais... mas chorava.

Fui imediatamente com a ambulância até o hospital pediátrico da unidade. Era uma bebê menina. Eles cuidaram dela. Ela estava com problemas no pulmão, ficou na incubadora. Não conseguia respirar por conta de tanto frio. Isso me fez ficar no hospital o dia todo. Aquela bebê... eu precisava saber mais dela.

— O que aconteceu? Ela está doente?

Olivia disse, ansiosa, sentindo o coração disparar. Ela conseguia ver a bebê na incubadora.

— Ela teve hipotermia neonatal... talvez você tenha ajudado um pouco com seu sobretudo.

A médica disse, vendo Olivia tão preocupada. A capitã suspirou, aliviada.

— me fala... não é bom ela ficar na incubadora. Me diga logo. É impressão minha ou ela nasceu hoje?

Olivia perguntou, retirando os cabelos dos olhos. Seu celular tocava e os detetives ficaram no local onde tinham muitas crianças abandonadas, algumas com maus-tratos.

— Ela tinha uma hora de nascida, Capitão Benson.

O coração de Olivia acelerou. Ela não podia acreditar como alguém podia abandonar um bebê assim. Não sabia... tocou o próprio peito, com os olhos marejados.

— Depois... quando ela conseguir respirar sozinha... porque... ela é uma bebê muito forte.

Olivia soltou um sorriso, assentindo, mesmo com os olhos cheios de lágrimas.

— Nós vamos seguir o protocolo com DNA e procurar por parentes...

— Muito provavelmente a mãe dela tem... ou tinha... não sei... problemas com drogas... essa bebê talvez deve ter, não é?

A mulher assentiu, e ambas olharam para a bebê.

— Ela não tem nada, aparentemente. Só ficou mal por causa do frio que passou... mas, quando ela melhorar, vamos fazer alguns testes.

Olivia assentiu. Ela buscou o celular e ligou para o Fin. Pediu que procurassem ao redor da casa, interrogassem os vizinhos, tudo que levasse àquele bebê em específico. Ela precisava encontrar a mãe da bebê.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora