felicidade

108 9 0
                                        

POV OLIVIA BENSON

Eu batia na porta da casa da Casey com o Sr. Cabot ao meu lado. Lá dentro, música alta, risadas, vozes misturadas. Meu estômago revirou. Bati de novo, mais forte dessa vez. Poucos segundos depois, a fechadura girou.

Era a Casey. Assim que me viu, ela abriu um sorriso torto, olhou por cima do ombro e gritou para dentro da casa:

— Alex, é pra você!

Ela riu enquanto se abaixava para pegar o Noah, que brincava no chão.

— Diga que... que eu morri!

A voz da Alex veio arrastada, tropeçando nas próprias palavras. Resolvi entrar e quando cheguei à cozinha, vi a garrafa em sua mão. Antes que ela dissesse qualquer outra coisa, tirei a long neck de seus dedos.

O choro do Noah ecoou no colo da Casey. Ele parecia confuso, inquieto. O Sr. Cabot se aproximou deles, ficando atento, enquanto eu permanecia ali, de frente pra Alex.

— Amor, o que é isso?

Minha voz saiu mais baixa do que eu esperava. Toquei seu rosto, sentindo as bochechas quentes, coradas. Alex negou com a cabeça, os olhos marejados, e logo começou a chorar.

Olhei rapidamente para a Casey, que segurava o Noah com firmeza, observando tudo em silêncio. Alex tentou se afastar do meu toque, desviando o rosto, como se cada aproximação minha doesse mais do que ajudasse.

— O que houve?

Perguntei com o cenho franzido, sentindo o peito apertar ao vê-la chorar daquele jeito, tentando manter distância de mim.

— Não quero que você me... me toque. Quero ficar sozinha.

A voz dela saía trêmula, falhada, descompassada.

— Agora você já tá bem pra conversar comigo?

O choro do Noah atravessava a sala. O Sr. Cabot o tirou do colo da Casey, tentando acalmá-lo, mas não adiantou.

— Caroline, para com isso.

Coloquei a long neck na mesa mais próxima com mais força do que pretendia e fui até o Noah. Assim que o peguei no colo, ele se agarrou ao meu pescoço, enterrando o rosto no meu ombro.

Senti as lágrimas dele molharem minha blusa e aquilo me rasgou por dentro. Voltei para perto da Alex. Ela ainda chorava.

— Vem, amor... vamos pra casa.

Estendi a mão, buscando a dela, mas Alex se esquivou imediatamente, negando com a cabeça.

— Não. Vai embora daqui, Olivia. Eu não quero falar com você. Eu...

Ela parou no meio da frase e secou o rosto com a mão. Suspirei, sentindo a garganta fechar.

— Amor, por favor...

Alex desviou o olhar para o pai, que a observava em silêncio, sério. Depois, olhou para o Noah no meu colo e deu um passo à frente, tentando pegá-lo. Instintivamente, recuei.

— Ele tá bem aqui comigo. Ela me encarou.

— Você não precisa levar o Noah. Você passou uma semana sem ver seu filho... por que se importa agora?

As palavras bateram em mim com força, como um soco direto no peito. Apertei o Noah contra mim, sentindo o corpo pequeno dele tremer, sem conseguir responder de imediato.

será um dia? cabensonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora